Prêmio Filósofas Doutorado 2022 vai para Susie Kovalczyk dos Santos

A tese "Uma leitura epistêmica da teoria da identidade pessoal de John Locke e sua relação com a memória no capítulo 27 do livro 2 do Ensaio sobre o Entendimento Humano”, de Susie Kovalczyk dos Santos, orientada pelo Prof. Dr. César Schirmer dos Santos, junto ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria, acaba de receber o Prêmio Filósofas de Destaque Acadêmico 2022 na Categoria Doutorado.


"A autora trata dos principais argumentos contra as posições de Locke e defende uma versão da teoria de Locke sobre a identidade pessoal que responde às objeções da circularidade, da violação do princípio de transitividade da identidade e da exigência. Isso não é pouca coisa. Além disso, ela procura mostrar como essa versão da teoria de Locke pode ainda interessar os(as) filosófos(as) contemporâneos(as) trabalhando sobre essas questões, resgatando o que há de melhor na teoria de um grande filósofo clássico, o que constitui, a meu ver, a melhor maneira de abordar textos historicamente importantes." (André Leclerc, UNB)


“A tese [...] segue uma via [...] que me parece bastante louvável: cada capítulo, cada referência mobilizada, cada citação parece ter em vista o tratamento rigoroso de um problema delimitado com clareza. O rigor do trabalho fica evidente, também, por conta do cuidado no tratamento dos conceitos e da linguagem clara, direta e incisiva adotada pela autora. Observe-se, a esse respeito, que, se falo em linguagem “direta e incisiva”, não é, de forma alguma, para dar a impressão de que o texto, por ser pouco literário, se constitui em uma leitura excessivamente árida. Pelo contrário, a linguagem escolhida enseja a compreensão de pontos espinhosos da teoria lockiana e, por evitar complicações desnecessárias, contribui para preservar o interesse do leitor.” (Marcos Balieiro, Universidade Federal de Sergipe)


“[...] a tese se propõe a oferecer uma contribuição para debates contemporâneos que transcendem a interpretação de autores clássicos e até a própria concepção usual de filosofia como análise conceitual. Com sua interpretação, a autora pretende oferecer os meios para que este se torne um estudo de caso nas ciências cognitivas que versam sobre identidade pessoal e memória (como é indicado no capítulo 4).” (Giovanni Rolla, UFBA)





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