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Prêmio Filósofas Mestrado 2022 vai para Josiana Barbosa de Andrade

Atualizado: 15 de out. de 2022

A dissertação "Um retorno a Simone de Beauvoir: Estudo do drama da coexistência à luz da gênese e estrutura da filosofia beauvoiriana”, de Josiana Barbosa Andrade, orientada pelo Prof. Dr. Luís Eduardo Xavier Rubira, junto ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Pelotas acaba de receber o Prêmio Filósofas de Destaque Acadêmico 2022, Categoria Mestrado.


“[...] a dissertação procura resgatar o sentido essencialmente filosófico de Beauvoir a partir de sua própria obra. Segundo o que observa a autora do estudo, ao utilizar o método estrutural-genético, é possível recuperar a compleição pura dos escritos beauvoirianos, sem se deixar levar pelo procedimento androcêntrico de estabelecer uma dependência estrutural de seu pensamento ao de outros filósofos de seu tempo. Ao propor a leitura de Beauvoir a partir somente de Beauvoir, sem recursos heteróclitos, é possível fugir do que o trabalho chama da “lógica do englobamento”, segundo o qual a obra da mulher é sempre percebida e significada a partir da criação masculina. Mais do que isso, esse deslocamento procedimental permitirá, segundo a autora, recolocar o problema de sua filosofia, mas desta feita, em outros termos, isto é, propor como questão o que, na maioria das leituras, aparece como dado.” (Maria Cecília Almeida, UNB)


“Remontando a seus textos de juventude, mas enfocando também sua obra madura, a autora percorre toda a trajetória intelectual da filósofa. Toma como ponto de partida dois aspectos frequentemente associados à obra de Beauvoir, que, segundo a autora, obscurecem sua filosofia: 1. a ideia, seguramente inferida de uma leitura de seu célebre livro O Segundo Sexo, de que sua filosofia pode e deve ser compreendida exclusivamente como uma precursora versão de uma postura feminista – algo que, por correto que seja, não deve, segundo a Dissertação, conduzir o estudioso a reduzir sua filosofia a tal postura. 2. a ideia bastante difundida – segundo a autora, proveniente do androcentrismo reinante na História da Filosofia – de que o pensamento de Beauvoir não pode ser compreendido sem que se admita sua dependência das filosofias de Sartre e Merleau-Ponty.

A Dissertação recusa tais pressupostos e se debruça, com profundidade, sobre os textos da filósofa, recuperando suas influências desde a juventude e mostrando como a pensadora as mobiliza em seu pensamento, para a elaboração de seus conceitos fundamentais. Destaca sobretudo a ideia de que Beauvoir recupera, à sua maneira, a tese clássica de que a filosofia, como defendiam os antigos, sempre se mantém um modo de vida.” (Roberto Bolzani, USP)





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