A guerrilha das Filósofas

Se o ano de 2020 foi um ano a ser esquecido e relembrado, o dossiê 2020: uma revisão (revista Cult), organizado por Carla Rodrigues, trata muito bem desse paradoxo, elencando motivos de luto e motivos de orgulho. A guerrilha das Filósofas foi, certamente, motivo de orgulho, ou como disse Carla na apresentação do dossiê: "Foi um ano de guerrilha, aqui entendida como estratégia cotidiana de driblar o fim do mundo. Por isso, o dossiê se encerra com uma lufada de ar fresco soprada por Juliana Aggio, com a narrativa de como nós, mulheres filósofas, tomamos a cena pública num campo acadêmico marcado por exclusões de gênero, raça e classe. Fim e recomeços."


De fato, foi um ano de guerrilha. Como escrevi no texto A guerrilha das Filósofas: "Em 2020, houve uma explosão de eventos organizados por mulheres e sobre mulheres filósofas: 108 encontros virtuais, 28 cursos, 42 publicações e 9 entrevistas". Assim, "com as obras filosóficas nas mãos e a ousadia de dizer o que pensam, as mulheres marcam um desvio na curva da história filosófica feita por homens e para homens".


E que venham mais anos de guerrilha, pois que "se as Guerrilla Girls disseram em alto e bom som “ao menos os museus não discriminarão mais mulheres e artistas marginais!”, as Guerrilla Filósofas, em breve, poderão dizer sem receio: ao menos a academia não poderá mais apagar e excluir as mulheres filósofas".


Segue o link para adquiri o dossiê impresso ou em pdf: https://revistacult.uol.com.br/home/categoria/edicoes/265-uma-revisao-2020/



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