top of page

Resultados da Busca

Search this site

1128 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Esclarecimentos da Coordenação do PPGFIL-UFMA sobre a carta aberta da egressa Elystefane Mendes

    O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Maranhão (PPGFIL-UFMA) presta Esclarecimentos sobre a carta aberta da egressa Elystefane Mendes, reafirmando seu compromisso com a construção de um ambiente acadêmico seguro, respeitoso e livre de assédio, violência e discriminação. Reiteramos que o Programa respeita e segue os procedimentos institucionais e legais aplicáveis, tanto no âmbito administrativo quanto no jurídico, observando as competências de cada instância e as garantias do devido processo. Manifestamos nosso respeito pelo sofrimento relatado por nossa egressa e permanecemos comprometidos com o aprimoramento das práticas de acolhimento, prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência no ambiente universitário. Solicitamos a divulgação e o compartilhamento desta nota, especialmente pelos perfis que publicaram a manifestação da egressa, para que os esclarecimentos do PPGFIL-UFMA também sejam conhecidos e considerados. A nota de esclarecimento pode ser lida na íntegra no link: https://sigaa.ufma.br/sigaa/public/programa/noticias_desc_stricto.jsf?lc=pt_BR&idPrograma=1545¬icia=332336727&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAcGRvZgJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA85MzY2MTk3NDMzOTI0NTkAAackfB_Lfj3-xzVOjPf30CjnQoomMseIM1UvDwj5G6zUvhqisG5PcHEEinZVAQ_aem_I-y2pTWxOIz8eDQkLqce9A

  • Carta aberta ao Programa de Pós-graduação de Filosofia (PPGFIL/UFMA), por Elystefane Mendes

    Prezados, Escrevo para que minha voz seja ouvida. Assim faziam as mulheres do passado, continuamos fazendo hoje e o faremos sempre. Relembrar e reviver a violência de gênero no ambiente acadêmico é doloroso, porém urgente e necessário. Durante o meu percurso no Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), iniciado em 2024 econcluído em julho de 2026, enfrentei um cenário prolongado de silenciamento, hostilidade e sofrimento emocional, desencadeado por episódios sistemáticos de assédio moral, violência psicológica e perseguição. Ingressei no mestrado como bolsista CAPES. O que deveria ser um espaço de celebração acadêmica transformou-se em um ambiente hostil a partir do inconformismo de um discente com os critérios de distribuição de bolsas. O que começou como manifestações agressivas em grupos de mensagens e pressões sobre o corpo docente rapidamente convergiu para uma perseguição direcionada a mim. Tornei-me alvo de intimidações dentro da sala de aula e nos corredores do Centro de Ciências Humanas (CCH), agressões verbais explícitas e desqualificações profundas quanto à minha dignidade pessoal e profissional. Os ataques escalaram para o constrangimento público, invalidação da minha fala, perseguição física nos espaços comuns e ameaças verbais. Essa violência contínua e a aparente tolerância do ambiente abriram precedentes para que dinâmicas de hostilização de um outro discente se instalassem, desestruturando por completo a minha sensação de segurança e integridade física dentro da universidade. Diante do cenário de violência, busquei formalmente os canais institucionais. Notifiquei a coordenação do programa via e-mail, acionei a ouvidoria e adotei as medidas legais cabíveis. No entanto, a ausência de medidas protetivas eficazes fez com que a hostilidade persistisse a cada aula e durante todo o ano de 2024. O impacto sobre a minha saúde mental foi devastador: crises de pânico, ansiedade generalizada e medo constante de estar na universidade e em outros espaços públicos culminaram em um atendimento médico de urgência psiquiátrica e no meu consequente afastamento temporário das atividades acadêmicas por recomendação médica. Apesar das recorrentes comunicações à coordenação da pós-graduação, a resposta institucional caracterizou-se pela inércia e pela falta de transparência. Fui submetida à violência de compartilhar o mesmo espaço físico de aprendizagem com os agressores durante todo o período letivo. Mais grave ainda: o principal envolvido foi contemplado com bolsa de estudos pela AGEUFMA, sem que critérios éticos ou de convivência fossem rigidamente considerados, operando como um desestímulo à denúncia e um endosso tácito ao comportamento violento. Os processos administrativos internos, quando existentes, arrastam-se sob o manto da burocracia intransponível, permitindo que as rotinas acadêmicas de qualificação e defesa sigam normalmente para quem violenta, enquanto as vítimas arcam com o ônus do adoecimento, do isolamento e do silenciamento. A gravidade dos fatos motivou o acionamento da rede de proteção à mulher através da Casa da Mulher Brasileira. Após regular investigação, o inquérito policial civil foi conclusivo, indiciando um dos envolvidos pela prática de violência psicológica contra mulher e perseguição (stalking) e o outro pela prática de violência psicológica contra mulher, conforme os parâmetros da legislação penal vigente (Inquérito Policial nº 2821/2024 / Número do processo: 0878030-86.2025.8.10.0001). A existência de tais fatos jurídicos públicos faz cair por terra qualquer narrativa de que a situação se tratava de um “mero desentendimento entre colegas de turma”, um caso isolado ou de que as denúncias seriam um exagero de minha parte. Diante disso, a indignação se torna inevitável: como o dinheiro público, através de uma bolsa de estudos, pode financiar e chancelar a permanência de um indivíduo que pratica violência e persegue uma mulher no ambiente acadêmico? Mesmo diante de tudo isso, continuei resistindo e cumpri todos os prazos e exigências de produtividade enquanto bolsista. No entanto, o preço dessa resistência foi o desgaste profundo da minha saúde mental e física, levada a um limite onde a própria razão parecia posta à prova. Quando as estruturas patriarcais não conseguem nos expulsar do espaço público e acadêmico, elas operam para nos enlouquecer; tentam nos empurrar de volta ao isolamento, ao silêncio do espaço privado, contanto que estejamos invisíveis. Esta realidade nos força a uma reflexão urgente sobre como a violência contra a mulher é tratada social e institucionalmente. Vivemos em um sistema que frequentemente negligencia, minimiza e burocratiza o sofrimento das mulheres, como se as violências psicológica e moral fossem aceitáveis até que o limite do suportável seja rompido. A universidade não pode esperar o pior acontecer para reconhecer que a violência contra mulher destrói vidas cotidianamente; a prevenção e as medidas cabíveis devem ocorrer enquanto estamos vivas e tentando estudar. Para todos os lados em que eu solicitava ajuda, as respostas institucionais eram vazias. Apontavam-me psicólogos e psiquiatras como se o problema estivesse em mim, e não no agressor e na omissão institucional. Mas como a medicina pode intervir quando a violência que gera o adoecimento não tem fim? De que adianta propor o cuidado com saúde mental alienada da própria realidade? A solução oferecida pela burocracia era, no fundo, silenciar a minha indignação e continuar tolerando os ataques e convivendo com os agressores. Recusei-me a aceitar o papel de vítima silenciosa para mascarar a omissão dessa universidade. Escrevo esta carta para externar minha profunda indignação e cobrar responsabilidade ética e administrativa daqueles que se propõem a ensinar Filosofia, mas se omitem diante da violência concreta em suas próprias salas de aula. É inadmissível que estruturas acadêmicas relativizem o sofrimento de suas estudantes sob o pretexto de formalidades burocráticas ou justificativas de foro íntimo dos agressores. A violência de gênero não é justificável por vulnerabilidades socioeconômicas ou condições psiquiátricas; ela é uma escolha de poder e intimidação. Tentativas de patologizar o comportamento do agressor ou de justificá-lo através de pressões financeiras e sociais não passam de cortinas de fumaça para transferir o foco do ato violento para uma suposta condição de vítima do sistema. Transtornos psíquicos não escolhem gênero para descarregar impulsos, tampouco a escassez material anula a agência moral de um indivíduo. A perseguição sistemática e o silenciamento de mulheres na academia são ferramentas deliberadas de dominação que visam a manutenção de privilégios e o controle dos espaços de saber. Trata-se de uma decisão política de subjugar o outro, e tratá-la como uma fatalidade social é uma afronta à nossa inteligência e à nossa dignidade. Escrevo para deixar um aviso nítido: não me calarei diante das inúmeras violências que sofri. Não tenho medo desse sistema que tenta nos excluir, nos intimidar e nos retirar dos espaços que são nossos por direito. A educação, a pesquisa e a universidade pertencem às mulheres que a constroem com intelecto e coragem, e não aos que usam da violência para tentar nos silenciar. Minha voz permanece de pé, e minha resistência é inegociável, por mim, pelas mulheres que vieram antes e pelas que virão depois. Continuaremos a ocupar estes espaços! É inadmissível e imoral conceber que indivíduos indiciados por crimes de violência psicológica contra mulher e perseguição contra colegas de turma continuem trilhando o caminho da colação de grau e da obtenção de um diploma de mestrado sem que a instituição tenha concluído uma apuração rigorosa. O silêncio, a condescendência e a burocratização de medidas emergenciais configuram conivência institucional. Quando uma universidade falha em proteger suas pesquisadoras, ela perpetua o pacto de silenciamento que há séculos tenta afastar as mulheres dos espaços de saber. Exijo respostas céleres, transparência nos processos administrativos, e a garantia de que o CCH e o PPGFIL/UFMA sejam, de fato, territórios seguros para as mulheres. No momento em que venho a público com esta denúncia, o país presencia avanços jurídicos fundamentais na proteção dos direitos das mulheres. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e a aplicação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) consolidaram o entendimento de que a proteção contra a violência de gênero estende-se a todas as mulheres, independentemente de a agressão ocorrer no ambiente doméstico ou em espaços públicos e institucionais. O Direito finalmente reconhece o que a realidade social sempre nos impôs: as mulheres são alvo de violência de gênero em todos os espaços da sociedade e a universidade, lamentavelmente, faz parte desse contexto. A UFMA não pode permanecer alheia ou atrasada em relação às diretrizes da mais alta Corte do país, devendo agir com a mesma rigorosidade na proteção de suas alunas. Diante de um quadro em que a veracidade das minhas denúncias já foi devidamente atestada e formalizada pelo Poder Judiciário, a permanência destes indivíduos nos quadros da universidade torna-se insustentável. A verdadeira justiça por parte deste Programa e da UFMA não se cumpre com notas de repúdio vazias ou com a mera tramitação burocrática de processos que se arrastam até a colação de grau. Diante da gravidade dos atos e do histórico comprovado, a única resposta institucional ética, cabível e proporcional é o desligamento definitivo dos envolvidos do PPGFIL, com a consequente vedação de obtenção do título de mestre. Conceder o grau de mestre a quem violenta e persegue mulheres nos corredores acadêmicos não é apenas uma omissão: é o aval oficial da universidade à impunidade. Elystefane Mendes São Luís - MA, 28 de agosto de 2026. Documento publicado em: https://elysmendes1.substack.com/p/carta-aberta-ao-programa-de-pos-graduacao?utm_source=share&utm_medium=android&r=5q0l7p

  • 26 a 28/08: Seminário Narrativas especulativas: escrita de mulheres entre a filosofia e a literatura

    O seminário propõe investigar a dimensão filosófica da produção literária a partir de três autoras contemporâneas: Maria Gabriela Llansol, Anne Carson e Marguerite Duras. Procura, para tanto, elaborar o conceito de narrativa especulativa, insistindo no aspecto conceitual possível de certas elaborações literárias, em especial aquelas de autoria de mulheres. Articula, assim, a questão de gênero numa dupla perspectiva: enquanto categoria de escrita, por um lado, abrindo à filosofia a possibilidade de se constituir em múltiplas formas de exposição textual, e enquanto performance do feminino, por outro, enquanto crítica estético-política. Primeiro encontro. Maria Gabriela Llansol e uma filosofia para a poética portuguesa - Fabiano Lemos (UERJ) Segundo encontro. Descriação, autobiografia e método em Anne Carson - Carmel Ramos (UERJ) Terceiro encontro. A doença da morte de Marguerite Duras - Cassiana Lopes Stephan (UFRJ) Os encontros acontecerão na sala 320B do PPGLM no IFCS/UFRJ, nos dias 26, 27 e 28 de agosto das 14h às 16h. Apoio: Cátedra Quantas Filósofas, PPGLM/UFRJ e PPGFIL/UERJ

  • Mulheres na História da Filosofia: Seminário On-line

    A Cátedra Quantas Filósofas? do Colégio Brasileiro de Altos Estudos convida para o Seminário Mulheres na História da Filosofia que propõe a recuperação da história das mulheres filósofas por meio da formulação de conceitos metodológicos de análise historiográfica. O curso tem 45 horas-aula e confere certificado mediante avaliação. A organização é de Teresa Rodriguez (UNAM) e Carolina Araújo (UFRJ) e as convidadas confirmadas são: Ana Rieger Schmidt (UFRGS), Carmel Ramos (UERJ), Flávia Benevenutto (UFAL), Maria Fernanda Novo (UFRJ), Mayra Huerta (Un. Aut. Puebla), Mitieli Seixas (UFSM), Nastassja Pugliese (UFRJ), Simone Marinho (UEPB), Telma Birchal (UFMG) e Yara Frateschi (UNICAMP). Informações e inscrições em www.cbae.ufrj.br. #mulheresnafilosofia #quantasfilosofas #redebrasileirademulheresfilosofas

  • 13 e 14/08: III Seminário Escrita, Imaginação e Feminismos: interações mais que humanas

    Entre os dias 14 e 14 de agosto de 2026 ocorrerá, no Salão Dourado da UFRJ (Praia Vermelha) o III Seminário Escrita, Imaginação e Feminismos: interações mais que humanas. O seminário propõe abrir um campo de experimentação e reflexão em torno das relações entre escrita, imaginação e feminismos, compreendendo as interações mais que humanas em um sentido ampliado: não apenas aquelas que envolvem seres vivos, mas também os vínculos cotidianos com materialidades e objetos (como teclados, cadernos, canetas), bem como com os ritmos e gestos da vida doméstica que atravessam e constituem as práticas de escrita. Programação: 13 de agosto de 2026 9h30 às 10h00 – Abertura 10h00 às 11h00 – Profa. Dra. Ana Kiffer (Puc-Rio) Escrita e magia: as mulheres grafam sobre–viventes 14h00 às 15h00 – Profa. Dra. Teresa Rodríguez (UNAM) Escribir con los espíritus: materialidades, género y espiritismo en Laureana Wright 15h30 às 16h30 – Profa. Dra. Teresa Gonçalves (UFRJ) Fabricar a própria nuvem. Escrever com um cigarro na mão 14 de agosto de 2026 9h00 às 10h00 – Profa. Dra. Cecília Cavalieri (Puc-Rio) Do planetário ao placentário 10h30 às 11h30 – Me. Larissa Schip (UFPEL) 14h00 às 17h00 – Oficina de escrita e imaginação Apoio: Escuta Especulativa Pedagogias da Imagem Faculdade de Educação Quantas Filósofas? PPGLM/UFRJ UFS

  • 24 a 28/08: V Colóquio Nacional Mulheres na Filosofia da UFS

    V COLÓQUIO NACIONAL DE MULHERES NA FILOSOFIA DA UFS CHAMADA DE RESUMOS É com grande alegria que anunciamos a realização do V Colóquio Nacional Mulheres na Filosofia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento reúne pesquisadoras, estudantes, professoras e demais interessadas na reflexão filosófica produzida por mulheres, bem como em debates que envolvem gênero e suas interfaces com a Filosofia. Desde sua primeira edição, o Colóquio tem se consolidado como um espaço de encontro, diálogo e divulgação de pesquisas dedicadas às contribuições das mulheres para a história da filosofia e para a produção contemporânea do conhecimento filosófico. Nosso objetivo é promover a visibilidade das filósofas, ampliar a participação das mulheres e pessoas não-binárias na área e fortalecer debates que contribuam para uma filosofia plural, crítica e inclusiva. Convidamos a comunidade acadêmica a submeter propostas de comunicação voltadas ao trabalho de mulheres filósofas ou a temáticas filosóficas relacionadas às questões de gênero e suas múltiplas interseções. Esta edição do Colóquio presta homenagem a Beatriz do Nascimento (1942–1995), filósofa, historiadora e poeta aracajuana, cujo pensamento inaugura uma perspectiva negra e feminina singular na intelectualidade brasileira. Datas Importantes ● Submissão de resumos até 12 de julho; ● Divulgação dos trabalhos aprovados até 24 de julho; ● Realização do evento: 24 a 28 de agosto Eixos Temáticos ● Mulheres dentro e fora do cânone filosófico; ● Pensadoras brasileiras e latino-americanas; ● Gênero e poder: questões de interseccionalidade; ● Imagens femininas na história da filosofia; ● Trabalhos de graduandas, pós-graduandas e pesquisadoras sobre temas clássicos. Regras para Submissão Os resumos deverão conter entre 200 e 500 palavras e ser acompanhados de 3 a 5 palavras-chave. As propostas devem ser enviadas para o e-mail: vcoloquionacionalmulheresnafil@gmail.com Esperamos contar com a participação de pesquisadoras, estudantes e demais interessadas e interessados de diferentes instituições para construirmos, juntas, mais uma edição deste importante espaço de reflexão, troca de experiências e fortalecimento da presença das mulheres na Filosofia. Convidadxs já confirmados Carolina Araújo (UFRJ) Luisa Buarque (PUC-Rio) Juliana Aggio (UFBA) Gislene dos Santos Vale (UFBA) Ana Flaksman (Unirio) Francisco González (University of Ottawa) Local de realização Auditório da Adufs, Campus São Cristóvão - UFS Apoio CAFILL DFL-UFS PPGF-UFS Adufs Informações e Contato vcoloquionacionalmulheresnafil@gmail.com Instagram: @cmf.ufs

Dúvidas? Escreva para filosofas.brasil@gmail.com

Quer receber as nossas notícias? Deixe aqui o seu e-mail:

  • facebook
  • twitter

©2024 por Rede Brasileira de Mulheres Filósofas

bottom of page