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  • Mulheres que leem mulheres: Carmel Ramos lê Elisabeth da Boêmia

    Nesta segunda (07/11), lançamos mais um vídeo do projeto "Mulheres que leem mulheres", parceria entre a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e o Laboratório Filosofias do Tempo do Agora (Lafita/UFRJ), no qual pesquisadoras brasileiras apresentam filósofas e teóricas das Ciências Humanas com o objetivo de ampliar a visibilidade do trabalho de mulheres para a comunidade acadêmica. Agradecemos mais uma vez a todas as pesquisadoras e professoras que participaram do projeto, cuja contribuição é fundamental para que ele continue existindo. Retornaremos em 2023 com mais dois vídeos programados e com o resultado dos vídeos recebidos através da nossa Chamada Pública. Esperamos contar com participantes de todas as regiões brasileiras e seguiremos com nosso compromisso na divulgação científica da pesquisa realizada por mulheres, sem a qual a produção filosófica brasileira não se sustentaria. No vigésimo primeiro vídeo da série, a professora Carmel Ramos (UFRJ) apresenta a filósofa Elisabeth da Boêmia.

  • CHAMADA PÚBLICA PARA PARTICIPAÇÃO NO PROJETO MULHERES QUE LEEM MULHERES 2023

    A Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, em parceria com o laboratório Filosofias do Tempo do Agora (Lafita-Faperj/UFRJ/CNPq), tem a satisfação de anunciar mais uma chamada pública para participação no projeto Mulheres que leem Mulheres (MQLM). O projeto é coordenado por pesquisadoras do Lafita e teve início em agosto de 2020 com o intuito de ampliar a visibilidade do trabalho de mulheres na filosofia, combater a desigualdade de gênero e facilitar o acesso de pesquisadores brasileiros ao pensamento de filósofas e demais teóricas de diversos campos das Ciências Humanas. Ao longo dos últimos dois anos, o projeto lançou vinte vídeos que podem ser conferidos no canal do Youtube da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e do laboratório Filosofias do Tempo do Agora. Por conta da pandemia e da limitação que o ano de 2020 nos impôs, o projeto foi desenvolvido majoritariamente por pesquisadoras do Rio de Janeiro e, em particular, da UFRJ. Sabemos como esse fato é redutor do alcance que pretendemos ter e já na segunda edição tivemos o prazer de receber colaborações de pesquisadoras de diferentes regiões do Brasil, que se juntaram a nós. Nesse sentido, ao longo de 2021, buscamos descentralizar a produção de vídeos para fora da região sudeste e contemplar o trabalho de pesquisadoras dos diversos programas de pós-graduação de outras universidades brasileiras ou de professoras de filosofia que atuem como docentes no nível médio ou no ensino superior. Em 2022, por razões diversas, não conseguimos articular o projeto como gostaríamos. Mas, diante da importância de uma proposta que busca valorizar o trabalho de mulheres na academia, vamos retomá-lo no próximo ano, com a previsão de começar a divulgar os vídeos recebidos por meio da Chamada Pública 2023 a partir de abril nos canais do YouTube da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e do laboratório Filosofias do Tempo do Agora. Os vídeos também são divulgados nas nossas plataformas e nas redes sociais. Até o recebimento das contribuições desta Chamada, lançaremos mais três episódios. Para participar, basta ser pesquisadora e estar vinculada institucionalmente a algum PPGF, no nível de MESTRADO, DOUTORADO ou PÓS-DOUTORADO ou ser PROFESSORA de Filosofia em nível MÉDIO ou SUPERIOR. Além disso, os vídeos precisam necessariamente abordar uma filósofa que ainda não tenha sido escolhida por nenhuma das pesquisadoras precedentes. As condições técnicas de produção dos vídeos são as seguintes: 1) Filmar pela webcam ( para manter o plano fixo, sem tremer). O vídeo tem que ter entre 5 e 8 minutos. 2) Enquadrar do busto pra cima ( para não ficar só a cabeça) e manter o enquadramento na linha dos olhos. 3) Filmar em local com boa iluminação. O ideal é escolher um horário manhã/início da tarde pro vídeo não ficar escuro. 4) Quando a filmagem começar, esperar uns 10 segundos para começar a falar e quando acabar de falar também. Só depois disso parar a filmagem. Esse intervalo gera margem de corte. 5) Começar o vídeo se apresentando e apresentando a filósofa. 6) Conteúdo do vídeo: a) Por que escolheu aquela mulher; b) O que há de relevante/importante no pensamento daquela mulher; c) Como essa mulher é importante para a sua pesquisa. 7) Envio do vídeo por Wetransfer: (https://wetransfer.com/). O endereço para fazer upload do vídeo é o email da coordenadora do projeto (judemoraes@gmail.com). Ela receberá um email do Wetransfer e fará o download. A edição dos vídeos é realizada por Beatriz Zampieri, também pesquisadora do Lafita. 8) Enviar também para o email da coordenadora dados da pesquisadora (nome, vínculo institucional; nome da autora abordada), descrição curta para o YT, inclusive com o link para o currículo lattes; foto da pesquisadora e foto da filósofa em anexo para a confecção dos cards de divulgação e da thumbnail. No campo assunto colocar "Mulheres que leem Mulheres 2023_submissão". Abaixo, informamos a lista de autoras já contempladas pelo projeto: 1) Lélia Gonzalez 2)Kátia Muricy 3)Judith Butler 4)Grada Kilomba/Octavia Butler 5) Luce Irigaray 6) Drucilla Cornell 7) Silvia Federici 8) Susan Haack 9) María Lugones 10) Wendy Brown 11) Carol Adams 12) Jeanne-Marie Gagnebin 13) Heleieth Safiotti 14) Lynn Margulis 15) bell hooks 16) Sandra Harding 17) Mary Wollstonecraft 18) Hito Steyerl 19) Amy Allen 20) Simone de Beauvoir Informamos também a lista de autoras dos vídeos que temos programados: 1) Isabelle Stengers 2)Nicole Loraux 3) Elizabeth da Boêmia Os vídeos submetidos serão avaliados por uma comissão de pesquisadoras formada por Juliana de Moraes Monteiro(UFRJ/FAPERJ), Beatriz Zampieri (UFRJ) e Carla Rodrigues (UFRJ/FAPERJ). Para que o vídeo possa ser aceito, basta cumprir todas as exigências da chamada. Qualquer vídeo que não obedeça aos critérios expostos acima será recusado. Os vídeos para a temporada de 2023 serão recebidos até o dia 1/03/2023. Assim que avaliarmos as submissões, fecharemos um cronograma e entraremos em contato com cada participante informando a aprovação e a data de veiculação. Desde já, agradecemos o interesse de todas no projeto e esperamos construir juntas o caminho para ampliar a visibilidade das mulheres no meio acadêmico e contribuir para a divulgação de autoras fundamentais para a formação do pensamento filosófico. Aproveitamos a divulgação da nossa Chamada Pública para lançar mais um vídeo do Mulheres que leem mulheres: no nosso vigésimo primeiro vídeo, a professora Carmel Ramos (UFRJ) apresenta a filósofa Elizabeth da Boêmia.

  • Entrevista: Maria de Lourdes Borges sobre Misoginia

    Qual a diferença entre machismo e misoginia? Como a misoginia impacta a vida social, econômica e política? Só as mulheres são impactadas pela misoginia? Onde a misoginia é mais latente? Essas e outras perguntas serão respondidas na próxima terça-feira (excepcionalmente), às 17h em nosso canal do Youtube. Nossa editora Carolina Araújo recebe Maria de Lourdes Borges, autora do verbete misoginia que nos responderá essas e outras perguntas. Junte-se a nós e traga suas inquietações! https://www.youtube.com/watch?v=fFWGcMtFC9w #Misoginia #MulheresnaFilosofia

  • Sonia Viegas by/por Miriam Peixoto: Brazilian Women Philosophers/Filósofas Brasileiras

    Learn more about Sonia Viegas with philosopher Miriam Peixoto. Conheça mais sobre Sonia Viegas com a filósofa Miriam Peixoto. Sônia Maria Viegas de Andrade (Belo Horizonte, August 7, 1944-October 22, 1989) was a professor at the Philosophy Department of the Federal University of Minas Gerais for 22 years, where she created the Núcleo de Estudos de Filosofia. She is known for revolutionizing the cultural scene of Belo Horizonte during the first half of the 1980s by taking philosophy to popular culture, outside the walls of academia, analyzing films and books from a philosophical perspective. She is the author of "A vereda trágica do Grande Sertão: Veredas" (São Paulo: Loyola, 1985) and "Cinema Comentado: crônicas e ensaios" (Belo Horizonte: Núcleo de Filosofia Sônia Viegas, 1990, published posthumously). Her extant work was collected in three volumes: "Sônia Viegas - Escritos" (Belo Horizonte: Tessitura, 2009). Associate Professor IV at the Federal University of Minas Gerais, Miriam Campolina Diniz Peixoto is a permanent member of the Graduate Program in Philosophy at UFMG, where she coordinates the research line on Ancient and Medieval Philosophy, and the Ancient Philosophy Group (GFA). She holds a BA in Social Work from the Pontifical Catholic University of Minas Gerais (1985) and a BA in Philosophy from UFMG and the Jesuit School of Philosophy and Theology (1989-1991), and a MA in Philosophy from the Federal University of Minas Gerais (1995) and a PhD in Philosophy from the Université Marc Bloch - Strasbourg II - (France, 2000). She held postdoctoral internships at Università degli Studi di Napoli Federico II (Italy, 2010-2011) and Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne (France, 2018-2019). Since 2008 he has been a member of the Latin American Association for Ancient Philosophy - ALFA and was a member of the Board of Directors of the International Association for Presocratic Studies - IAPS (2012-2022). She works Ancient Philosophy, with emphasis on Pre-Socratic Philosophy. The Brazilian Women Philosophers / Filósofas Brasileiras series is promoted by the Extending New Narratives in Philosophy and by the Brazilian Network of Women Philosophers. With curation by Carolina Araújo and Carmel Ramos, both at the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), the series invites intellectuals to present the ideas of prominent Brazilian Women Philosophers. Focused on the author's concepts and arguments, the videos intend to show the importance of reading her works and introducing them in the academic curriculum. Sônia Maria Viegas de Andrade (Belo Horizonte, 7 de agosto de 1944- 22 de outubro de 1989) foi uma foi professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais por 22 anos, onde criou o Núcleo de Estudos de Filosofia. É conhecida por revolucionar o cenário cultural de Belo Horizonte durante a primeira metade da década de 1980, ao levar a filosofia para a cultura popular, fora dos muros da academia, analisando filmes e livros pela perspectiva filosófica. É autora de “A vereda trágica do Grande Sertão: Veredas"(São Paulo: Edições Loyola, 1985) e "Cinema Comentado: crônicas e ensaios" (Belo Horizonte: Núcleo de Filosofia Sônia Viegas, 1990, publicado postumamente). O restante de sua obra foi reunida em três volumes: "Sônia Viegas – Escritos" (Belo Horizonte: Editora Tessitura, 2009). Professora associada IV da Universidade Federal de Minas Gerais, Miriam Campolina Diniz Peixoto é membro permanente do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFMG, junto ao qual coordena a linha de Pesquisa em Filosofia Antiga e Medieval e o Grupo Filosofia Antiga (GFA). Graduada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1985) e em Filosofia pela UFMG e pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (1989-1991), ela é Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995) e Doutora em Filosofia pela Université Marc Bloch - Strasbourg II - (França, 2000). Realizou estágio de pós-doutoramento na Università degli Studi di Napoli Federico II (Itália, 2010-2011) e na Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne (França, 2018-2019). Desde 2008 é membro da Associação Latino-americana de Filosofia Antiga – ALFA e foi membro do Conselho Diretor da International Association for Presocratics Studies – IAPS (2012-2022). Trabalha com Filosofia Antiga, com ênfase em Filosofia Pré-Socrática. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4876806532896462 A série Brazilian Women Philosophers / Filósofas Brasileiras é promovida pelo projeto internacional Extending New Narratives in Philosophy e pela Rede Brasileira de Mulheres Filósofas. Com curadoria de Carolina Araújo e Carmel Ramos, ambas da UFRJ, a série convida intelectuais a apresentarem as ideias das principais filósofas brasileiras. Centrados nos conceitos e argumentos da autora, os vídeos pretendem mostrar a importância da leitura de suas obras e de sua introdução no currículo acadêmico. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasbrasil #filosofasOrg #filosofasbrasileiras #brazilianwomenphilosophers #soniaviegas #miriampeixoto

  • Verbete Damaris Cudworth Masham

    Damaris Cudworth Masham, também conhecida como Lady Masham, foi uma filósofa inglesa que viveu no século XVII. Filha de Ralph Cudworth, filósofo platônico e professor da Universidade de Cambridge, seu pensamento teve influência do pensamento de seu pai e de outros platônicos de Cambridge. Como era comum às mulheres da época, Masham não recebeu uma educação formal, no entanto, as condições específicas do contexto no qual estava inserida lhe permitiram envolver-se no debate filosófico da época. Ela trocou correspondências sobre temas filosóficos com diferentes pensadores e cientistas, entre os quais Gottfried Wilhelm Leibniz, Jean Le Clerc, Philip Van Limborch, Lord Shaftesbury e o amigo John Locke. Publicou, anonimamente, duas obras sobre filosofia moral, metafísica e educação das mulheres: Discurso sobre o amor de Deus, cujo tema é uma crítica ao ocasionalismo, e Pensamentos ocasionais a respeito de uma vida cristã virtuosa, no qual trata a respeito da questão da educação das mulheres. Quer saber mais? Leia já o verbete disponível em nosso blog! https://www.blogs.unicamp.br/mulheresnafilosofia/damaris-cudworth-masham/ #LadyMasham #MulheresnaFilosofia

  • Entrevista Tessa Moura Lacerda e Vivianne de C. Moreira sobre Lady Masham

    Amiga de John Locke, trocou cartas com Leibniz e recepcionou em sua casa Isaac Newton: essa é Damaris Cudworth Masham (1659-1708). Filha de um professor de Cambridge, Lady Masham, como ficou conhecida, é responsável por três obras filosóficas publicadas anonimamente. Como uma mulher de seu tempo, não recebeu educação formal, mas teve o privilégio de ter acesso a uma biblioteca com mais de 4 mil livros e conversar com pensadores que lhe foram contemporâneos e causaram grandes impactos em suas áreas. Quer saber mais sobre essa figura interessante? Na próxima quarta-feira, às 17h, nossa editora Yara Frateschi conversa com as autoras do verbete Tessa Moura Lacerda e Vivianne de Castilho Moreira em nosso canal do Youtube. Não fique de fora! https://www.youtube.com/watch?v=2EdLmgEGE7w #LadyMasham #MulheresnaFilosofia

  • Lançamento de "O gênio no Iluminismo francês: o caso Diderot", Prêmio Filósofas Mestrado 2020

    Nesta quinta-feira, 27 de outubro, às 16:00hs, Kamila Babiuki lança o seu livro "O gênio no Iluminismo francês: o caso Diderot", dissertação de mestrado vencedora do Prêmio Filósofas 2020. O lançamento será ocasião de um debate com Luciana Martínez (UFPR) e Pedro Fernandes Galé (UFSCar) sobre o tema, com mediação de Vivianne de Castilho (UFPR). A transmissão é ao vivo no Canal You Tube da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas. Não perca! #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #filosofasbrasil #premiofilosofas #kamilababiuki #diderot

  • Escola As Pensadoras realiza curso sobre Epistemologias Feministas

    Em novembro a Escola As Pensadoras realiza o Curso “Epistemologias Feministas” com a Profª. Drª. Maria Helena Soares. Com certificação de 20h/aula a atividade será realizada totalmente online, com aulas síncronas (AO VIVO) e gravadas para que você veja e reveja quantas vezes quiser. Durante o curso serão estudadas as epistemologias feministas a partir de três eixos temáticos: 1 - Instabilidade das categorias e parcialidade do conhecimento; 2 - Autoridade epistêmica e epistemicídio e; 3 - Gênero e ensino, ciência e diferença. “Para isso, mobilizaremos pensadoras e pensadores que contribuíram de forma significativa para a composição e transformação daquilo que entendemos por epistemologia”, destaca a Drª. Maria Helena Soares, professora do curso. Com objetivo de apresentar, a partir de uma abordagem temática, a heterogeneidade característica das epistemologias feministas passando por diferentes agentes e localizações, a bibliografia caminha entre o Norte e o Sul Global em uma investigação acerca das metodologias e valores alternativos que diferenciam as diversas epistemologias feministas da tradição. Investimento: Estudantes: R$ 85,00 Profissionais: R$ 130,00 Matrículas em: https://www.aspensadoras.com.br/cursos/epistemologias-feministas

  • Prêmio Anpof 2022

    A Rede Brasileira de Mulheres Filósofas celebra o sucesso das filósofas no Prêmio Anpof 2022: Melhor Tese Evelyn Fernandes Erickson Revisão racional de teorias em lógica: além do abdutivismo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRN Orientador: Daniel Durante Pereira Alves Coorientador: Ole Thomassen Hjortland Melhor dissertação Roberta da Cunha Rodrigues Feminismo e capitalismo: um rompimento necessário Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRN Orientadora: Maria Cristina Longo Cardoso Dias Menção honrosa: Nathalia de Oliveira Corpos injuriados na escola: problematizações para o ensino de filosofia Mestrado Profissional em Filosofia da UFABC Orientador: Alexsander Freitas Coorientadora: Marília Melo Pisani #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasorg #filosofasbrasil #premioanpof

  • Prêmio Filósofas Mestrado 2022 vai para Josiana Barbosa de Andrade

    A dissertação "Um retorno a Simone de Beauvoir: Estudo do drama da coexistência à luz da gênese e estrutura da filosofia beauvoiriana”, de Josiana Barbosa Andrade, orientada pelo Prof. Dr. Luís Eduardo Xavier Rubira, junto ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Pelotas acaba de receber o Prêmio Filósofas de Destaque Acadêmico 2022, Categoria Mestrado. “[...] a dissertação procura resgatar o sentido essencialmente filosófico de Beauvoir a partir de sua própria obra. Segundo o que observa a autora do estudo, ao utilizar o método estrutural-genético, é possível recuperar a compleição pura dos escritos beauvoirianos, sem se deixar levar pelo procedimento androcêntrico de estabelecer uma dependência estrutural de seu pensamento ao de outros filósofos de seu tempo. Ao propor a leitura de Beauvoir a partir somente de Beauvoir, sem recursos heteróclitos, é possível fugir do que o trabalho chama da “lógica do englobamento”, segundo o qual a obra da mulher é sempre percebida e significada a partir da criação masculina. Mais do que isso, esse deslocamento procedimental permitirá, segundo a autora, recolocar o problema de sua filosofia, mas desta feita, em outros termos, isto é, propor como questão o que, na maioria das leituras, aparece como dado.” (Maria Cecília Almeida, UNB) “Remontando a seus textos de juventude, mas enfocando também sua obra madura, a autora percorre toda a trajetória intelectual da filósofa. Toma como ponto de partida dois aspectos frequentemente associados à obra de Beauvoir, que, segundo a autora, obscurecem sua filosofia: 1. a ideia, seguramente inferida de uma leitura de seu célebre livro O Segundo Sexo, de que sua filosofia pode e deve ser compreendida exclusivamente como uma precursora versão de uma postura feminista – algo que, por correto que seja, não deve, segundo a Dissertação, conduzir o estudioso a reduzir sua filosofia a tal postura. 2. a ideia bastante difundida – segundo a autora, proveniente do androcentrismo reinante na História da Filosofia – de que o pensamento de Beauvoir não pode ser compreendido sem que se admita sua dependência das filosofias de Sartre e Merleau-Ponty. A Dissertação recusa tais pressupostos e se debruça, com profundidade, sobre os textos da filósofa, recuperando suas influências desde a juventude e mostrando como a pensadora as mobiliza em seu pensamento, para a elaboração de seus conceitos fundamentais. Destaca sobretudo a ideia de que Beauvoir recupera, à sua maneira, a tese clássica de que a filosofia, como defendiam os antigos, sempre se mantém um modo de vida.” (Roberto Bolzani, USP) #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasorg #filosofasbrasil #premiofilosofas #anpof #josianaandrade #ppgfufpel

  • Prêmio Filósofas Doutorado 2022 vai para Susie Kovalczyk dos Santos

    A tese "Uma leitura epistêmica da teoria da identidade pessoal de John Locke e sua relação com a memória no capítulo 27 do livro 2 do Ensaio sobre o Entendimento Humano”, de Susie Kovalczyk dos Santos, orientada pelo Prof. Dr. César Schirmer dos Santos, junto ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria, acaba de receber o Prêmio Filósofas de Destaque Acadêmico 2022 na Categoria Doutorado. "A autora trata dos principais argumentos contra as posições de Locke e defende uma versão da teoria de Locke sobre a identidade pessoal que responde às objeções da circularidade, da violação do princípio de transitividade da identidade e da exigência. Isso não é pouca coisa. Além disso, ela procura mostrar como essa versão da teoria de Locke pode ainda interessar os(as) filosófos(as) contemporâneos(as) trabalhando sobre essas questões, resgatando o que há de melhor na teoria de um grande filósofo clássico, o que constitui, a meu ver, a melhor maneira de abordar textos historicamente importantes." (André Leclerc, UNB) “A tese [...] segue uma via [...] que me parece bastante louvável: cada capítulo, cada referência mobilizada, cada citação parece ter em vista o tratamento rigoroso de um problema delimitado com clareza. O rigor do trabalho fica evidente, também, por conta do cuidado no tratamento dos conceitos e da linguagem clara, direta e incisiva adotada pela autora. Observe-se, a esse respeito, que, se falo em linguagem “direta e incisiva”, não é, de forma alguma, para dar a impressão de que o texto, por ser pouco literário, se constitui em uma leitura excessivamente árida. Pelo contrário, a linguagem escolhida enseja a compreensão de pontos espinhosos da teoria lockiana e, por evitar complicações desnecessárias, contribui para preservar o interesse do leitor.” (Marcos Balieiro, Universidade Federal de Sergipe) “[...] a tese se propõe a oferecer uma contribuição para debates contemporâneos que transcendem a interpretação de autores clássicos e até a própria concepção usual de filosofia como análise conceitual. Com sua interpretação, a autora pretende oferecer os meios para que este se torne um estudo de caso nas ciências cognitivas que versam sobre identidade pessoal e memória (como é indicado no capítulo 4).” (Giovanni Rolla, UFBA) #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #filosofasbrasil #premiofilosofas #susiekovalczyk #ppgfufsm

  • Prêmio Filósofas 2022 Doutorado: Menção Honrosa para Cristiane Szynwelski

    A tese "Dialética e verdade em Aristóteles" de Cristiane Szynwelski, orientada pelo Prof. Dr. Guy Hamelin, junto ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade de Brasília, acaba de receber Menção Honrosa na Categoria Doutorado do Prêmio Filósofas de Destaque Acadêmico 2022. O trabalho é bastante ousado: não apenas na sua pretensão de apresentar uma “interpretação alternativa da dialética aristotélica dialética”, mas na utilização de um conjunto amplo de textos do estagirita (além dos Tópicos), e de menção a comentadores – brasileiros e estrangeiros – no esforço de dar suporte a essa interpretação. É bem escrito, bem argumentado, e trata de tema notadamente difícil.” (Edgar Lyra, PUC-RJ) #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasorg #filosofasbrasil #premiofilosofas #anpof #cristianeszynwelski #ppgfunb

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