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  • Entrevista: Sarah Bonfim sobre Mary Wollstonecraft

    Olha essa novidade incrível: o nosso próximo lançamento é o verbete Mary Wollstonecraft. Mary Wollstonecraft nasceu e viveu no século XVIII. Destemida, enfrentou as grandes teses de Edmund Burke e Jean-Jacques Rousseau. Nas traduções que fazia, reescrevia trechos que considerava opressivo para as mulheres. Dentro da própria casa, atuava em defesa da mãe e das irmãs. Morreu jovem, aos 38 anos, após dar à luz aquela que mais tarde conheceríamos como Mary Shelley, autora de "Frankeinstein". A nossa editora Yara Frateschi conversa com a autora, Sarah Bonfim, na próxima quarta-feira, dia 06 de julho, às 17h. Essa entrevista promete! Já aperte o sininho e ative o lembrete. Vejo você lá! https://www.youtube.com/watch?v=QXxIxAmODwA #MaryWollstonecraft #MulheresnaFilosofia

  • Lançamento do Ebook As Pensadoras Vol. 2

    Novidade quentinha pensadoras! Com alegria, anunciamos que o Vol. 2 em e-book já está disponível para venda no nosso site! Nesta segunda edição conheceremos a obra de Nadia Krúpskaya, Glória Evangelista Anzaldúa, Nísia Floresta, Marta Lamas, Heloísa Buarque de Hollanda, Maria Firmina dos Reis e Sandra Harding. Acesse nossa livraria (www.aspensadoras.com.br/livraria - ) e adquira agora! #ebook #ebookfeminista #livrofeminista #aspensadoras #aspensadorasvol1 #aspensadorasvol2 #livrariafeminista #aspensadorasfeministas #mulheresnaciencia #mulheresqueescrevem

  • Publicação do livro "Latin American Perspectives on Women Philosophers in Modern History"

    No dia 22 de junho de 2022, foi publicado o livro Latin American Perspectives on Women Philosophers in Modern History, o qual integra a Série Women in the History of Philosophy and Sciences da Springer. O volume é resultante do evento First International Conference of Women in Modern Philosophy, evento organizado por Katarina Peixoto e Pedro Pricladnitzky na UERJ em 2019. Na ocasião, foram reunidas mais de 20 pesquisadoras e pesquisadores de 7 países, com forte participação de filósofas brasileiras. O livro contribui significativamente para a pesquisa em mulheres na Filosofia, contemplando temas e filósofas de diferentes tradições e épocas históricas: Olivia Sabuco, Elisabeth da Bohemia, Margaret Cavendish, Anne Conway, Émilie du Châtelet, Christine de Pizan, Sophie Charlotte, Rosa Egipcíaca e Estamira. Mais informações no link: https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-031-00288-5 #américalatina #decolonial #feminismo #filosofia #livro #filósofas

  • Participe do Lançamento do livro "As Filósofas que nos formaram"

    📚📚📚📚 Prontas para mais uma live da Comunidade d'As Pensadoras? Na segunda-feira, 27/06, às 19h de Brasília e as 17h no México, as autoras e associadas à Comunidade As Pensadoras, Jocelin Martinez, Aurora Bustos e Isabel Rentería, lançarão o livro "AS FILÓSOFAS QUE NOS FORMARAM". O lançamento será Ao Vivo no Canal do YouTube Escola as Pensadoras no link https://www.youtube.com/results?search_query=as+pensadoras. Quer lançar seu livro na Comunidade As Pensadoras? Associe-se agora! E lembre-se: “Eu sozinha ando bem, com você ando melhor! ✊🏾✊🏿✊🏼

  • Ban Zhao

    O mais novo verbete do Blog Mulheres na Filosofia é sobre Ban Zhao, uma pensadora da dinastia Han que recebeu uma educação dentro do cânone confucionista e estudou os tratados clássicos chineses. Ela ganhou destaque na corte imperial como estudiosa dos clássicos confucionistas e se tornou amplamente respeitada por seus conhecimentos. Como nos mostra André Bueno nesse verbete escrito exclusivamente para o Blog, a principal obra escrita por Ban Zhao foi Lições para Mulheres (Nujie 女誡), livro no qual ela reflete sobre o comportamento feminino dentro do casamento e no interior da vida em sociedade. Além de reflexões a respeito do comportamento feminino, o livro traz também orientações a respeito do comportamento das mulheres. Ele foi o primeiro trabalho escrito especificamente sobre esse tema na China antiga e, como nos mostra Bueno, “surgia como um instrumento específico, dedicado às mulheres”. E é claro que uma obra de tanta importância gerou controvérsias quanto a sua interpretação. Ao longo do verbete, o autor nos mostra perspectivas diferentes de interpretação da obra de Ban Zhao, aquelas feitas ao longo da história chinesa e também as mais recentes. Com o link na bio, venha com a gente ampliar o seu repertório filosófico. #BanZhao #MulheresnaFilosofia

  • Denise Ferreira da Silva by/por Aléxia Bretas: Brazilian Women Philosophers/Filósofas Brasileiras

    Learn more about Denise Ferreira da Silva with philosopher Aléxia Bretas. Conheça mais sobre Denise Ferreira da Silva com a filósofa Aléxia Bretas. Denise Ferreira da Silva is Professor and Director of the Institute for Gender, Race, Sexuality and Social Justice at the University of British Columbia. She holds a PhD in sociology from the University of Pittsburgh with research stays at the University of California, San Diego, and Queen Mary University, London. She is the author of Toward a Global Idea of ​​Race (University of Minnesota Press, 2007) and The Unpayable Debt (Sternberg Press, 2022). Along with Paula Chakravartty, she co-edited Race, Empire, and the Crisis of the Subprime (Johns Hopkins University Press, 2013). In 2017, she was invited by curator and philosopher Paul B. Preciado to participate, with Click Ngwere, in Documenta 14 with the intervention Unpayable Debt: Reflections on Value and Violence. His artistic work also includes the films Serpent Rain (2016) and 4 Waters: Deep Implicancy (2018), in collaboration with Arjuna Neuman, as well as lectures, exhibitions and performances at institutions such as the Center Georges Pompidou in Paris, the Whitechapel Gallery in London, the Masp in São Paulo, the Solomon R. Guggenheim Museum and the Museum of Modern Art (MoMA), both in New York. Publications: https://grsj.arts.ubc.ca/profile/denise-ferreira-da-silva/ Aléxia Bretas is an Adjunct Professor at the Federal University of ABC, where she teaches courses in Philosophy and Humanities. She hold a master's and PhD degree in Philosophy at USP, a postdoctoral degree in Literary Theory at UNICAMP with research stays at Freie Universität Berlin (2009) and Université Paris 8 (2013). She is the author of The constellation of dreams in Walter Benjamin (Humanitas, 2008), From the artist's novel to the permanence of art (Annablume, 2013), Fantasmagorias da modernity (Ed. Unifesp, 2017) and Beneath men (EdUFABC, in press). She is a member of the Philosophy and Gender WG of the National Association of Graduate Studies in Philosophy (ANPOF), of the Brazilian Network of Philosophers Women and of the Esperança Garcia Gender Studies Nucleus. CV: http://lattes.cnpq.br/9013594251646942. The Brazilian Women Philosophers / Filósofas Brasileiras series is promoted by the Extending New Narratives in Philosophy and by the Brazilian Network of Women Philosophers. With curation by Carolina Araújo and Carmel Ramos, both at the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), the series invites intellectuals to present the ideas of prominent Brazilian Women Philosophers. Focused on the author's concepts and arguments, the videos intend to show the importance of reading her works and introducing them in the academic curriculum. Denise Ferreira da Silva é professora titular e diretora do Instituto de Gênero, Raça, Sexualidade e Justiça Social da University of British Columbia. Tem doutorado em sociologia pela University of Pittsburgh e estágios de pesquisa na Universidade da Califórnia, em San Diego, e na Universidade Queen Mary, em Londres. É autora de Toward a Global Idea of Race (University of Minnesota Press, 2007), A dívida impagável (Oficina de Imaginação Política e Living Commons, 2019) e Unpayable Debt (Sternberg Press, 2022). Juntamente com Paula Chakravartty, coeditou Race, Empire, and the Crisis of the Subprime (Johns Hopkins University Press, 2013). Em 2017, foi convidada pelo curador e filósofo Paul B. Preciado a participar, com Click Ngwere, da Documenta 14 com a intervenção Unpayable Debt: Reflections on Value and Violence. Sua atuação artística inclui ainda os filmes Serpent Rain (2016) e 4 Waters: Deep Implicancy (2018), em colaboração com Arjuna Neuman, bem como palestras, exposições e performances em instituições como o Centre Georges Pompidou, em Paris, a Whitechapel Gallery, em Londres, o Masp, em São Paulo, o Solomon R. Guggenheim Museum e o Museum of Modern Art (MoMA), ambos em Nova York. Publicações: https://grsj.arts.ubc.ca/profile/denise-ferreira-da-silva/ Aléxia Bretas é professora adjunta na Universidade Federal do ABC, onde leciona nos cursos de Filosofia e no Bacharelado em Ciências e Humanidades. Tem mestrado e doutorado em Filosofia pela USP, pós-doutorado em Teoria Literária pela UNICAMP e estágios de pesquisa na Freie Universität Berlin (2009) e na Université Paris 8 (2013). É autora dos livros A constelação do sonho em Walter Benjamin (Humanitas, 2008), Do romance de artista à permanência da arte (Annablume, 2013), Fantasmagorias da modernidade (Ed. Unifesp, 2017) e Aquém do homem (EdUFABC, no prelo). É membro do GT de Filosofia e Gênero da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF), da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e do Núcleo de Estudos de Gênero Esperança Garcia. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9013594251646942. A série Brazilian Women Philosophers / Filósofas Brasileiras é promovida pelo projeto internacional Extending New Narratives in Philosophy e pela Rede Brasileira de Mulheres Filósofas. Com curadoria de Carolina Araújo e Carmel Ramos, ambas da UFRJ, a série convida intelectuais a apresentarem as ideias das principais filósofas brasileiras. Centrados nos conceitos e argumentos da autora, os vídeos pretendem mostrar a importância da leitura de suas obras e de sua introdução no currículo acadêmico. #filosofasOrg #filosofasbrasil #brazilianwomenphilosophers #filosofasbrasileiras #deniseferreiradasilva #alexiabretas

  • Violência Política de Gênero será discutida em curso na Escola As Pensadoras

    As mulheres somam 52% do eleitorado brasileiro, mas estamos longe de termos representantes mulheres nessa proporção nas casas legislativas. Mesmo com as alterações da lei, atualmente prevê que pelo menos 30% das candidaturas em pleito sejam de mulheres. Além disso, segundo o levantamento realizado pela ONU "Mulheres Brasil em 2020", do total das mulheres que ocupam espaços políticos, 82% já sofreram violência psicológica, 45% foram alvo de ameaças, 25% foram violentadas fisicamente no espaço parlamentar e 40% afirmam que a violência atrapalhou a sua agenda legislativa. Pensando nisso, a Escola As Pensadoras em parceria com o Coletivo Elas Podem, realizarão de 24 de agosto a 02 de setembro de 2022 o “Curso Violência Política de Gênero” com o objetivo de discutir a relação entre violência, gênero e política enquanto refletimos sobre a ausência de mulheres nos espaços de poder. A violência política de gênero, que afeta mulheres eleitas em todos os estados brasileiros, é considerada uma das principais causas da sub-representação feminina nos espaços de poder e decisão. Segundo o IBGE, 51.8% da população brasileira é composta por mulheres. A quantidade de mulheres em cargos eletivos deveria seguir a mesma proporção. Contudo, no Brasil, as mulheres são apenas 15% da Câmara dos Deputados e 12% do Senado Federal. Foram 900 os municípios que não tiveram sequer uma vereadora eleita no pleito de 2020. “Existe um caminho que as mulheres têm percebido como necessário para modificação das práticas sociais e formulação das políticas públicas, esse caminho passa pela vida política do nosso país. Estudar como se dá o processo de participação política, levando em conta o gênero, e como a violência opera nesse espaço é parte fundamental da defesa da democracia”, afirma Drica Madeira, coordenadora do Curso. Assim como todas as atividades da Escola As Pensadoras, o curso Violência Política de Gênero será totalmente online, com emissão de certificação de 20 horas/aula que estão distribuídas em cinco encontros com as Professoras Aime Bast e Luísa Souza, além da aula inaugural que será terá como convidada a Deputada Estadual Isa Penna (PCDOB). O investimento do curso é de R$ 85,00 para estudantes e R$130,00 para profissionais. Para saber mais e fazer sua matrícula acesse: https://www.aspensadoras.com.br/cursos/violencia-politica-de-genero

  • Lançamento de "As outras constelações. Uma antologia de filósofas do romantismo alemão".

    O livro As outras constelações reúne, pela primeira vez em português, textos escritos por mulheres que participaram da construção e do debate do movimento romântico alemão, na passagem do século XVIII para o XIX. O interesse por esse movimento – que procurou repensar os limites da literatura e da filosofia, associando práticas experimentais de composição textual a conceitualizações inovadoras – tem se ampliado sensivelmente nos últimos anos, mas sempre de modo concentrado em seus escritores homens: Novalis e os irmãos Friedrich e August Schlegel, por exemplo. A tradução anotada de Fabiano Lemos, professor de filosofia da UERJ, para textos de autoras como Caroline Schelling-Schlegel, Sophie Bernhardi, Rahel Varnhagen, Karoline von Günderrode e muitas outras tem por objetivo mostrar em que sentido a escrita romântica foi, também, o lugar de produção de formas de resistência social que conjugam o poético, o filosófico e o político: algo que, de certa maneira, antecipa não apenas as posições de Walter Benjamin e Jacques Derrida, mas encontra reverberações antes insuspeitas em trabalhos de importantes feministas do século XX. A antologia é composta por textos de Sophie Mereau, Caroline Schlegel-Schelling, Sophie Bernhardi, Karoline von Günderrode, Dorothea von Schlegel, Rahel Varnhagen, Caroline Pichler, Caroline de La Motte Fouqué, Bettina von Arnim, Henriette Herz. Link para adquirir no site da editora: https://www.relicarioedicoes.com/livros/as-outras-constelacoes/

  • Nietzsche e as mulheres: ao vivo nesta quarta.

    Na próxima quarta-feira (22/06), às 19h, Yara Frateschi (Unicamp) e Maria Isabel Limongi (UFPR) encontram-se para conversar com Scarlett Marton (USP) sobre o seu mais novo livro, “Nietzsche e as Mulheres. Figuras, imagens e tipos femininos”. A mediação será feita por Mel Ciqueira (Unicamp) e a transmissão pelo canal da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas no Youtube. Não perca! #nietzscheeasmulheres #scarlettmarton #yarafrateschi #mariaisabellimongi #filosofasbrasil #filosofasorg

  • FELICIDADE E CONSUMO: O QUE A ÉTICA DAS VIRTUDES TEM A DIZER PARA O SÉCULO XXI

    Thailize Brandolt da Rocha (UCS) http://lattes.cnpq.br/2081908714409920 thailize.brandolt@gmail.com Dissertação de mestrado Orientador: Idalgo Sangalli Data de defesa: 06/10/2020 Fonte da imagem: http://www.revistacliche.com.br/wp-content/uploads/2012/08/consumerism-572x310.png Vivemos uma vida em busca de quê? O que é que buscamos todos os dias e que fará nossa existência valer a pena? Podemos dizer que a maioria identifica essa realização com a ideia e desejo de felicidade. Porém, se todos buscam a felicidade, por que são poucos os que se consideram felizes? Felicidade é uma simples condição de contentamento ou algo além disso? Tornando-se algo possível, quais são as condições de realização? Como é possível alcançá-la em um mundo cada vez mais desigual em matéria de condições básicas de sobrevivência? A felicidade é um tema recorrente na história da filosofia. No nascimento do pensamento filosófico na Grécia Antiga, temas como: a origem do mundo e dos homens; qual a melhor maneira de viver; o que a alma humana pode alcançar; o que se deve ou não fazer, que já haviam sido debatidos nos mitos e nas religiões, passaram a ser investigados pela busca dos princípios originários, ou seja, das causas ou fundamentos racionais de toda a realidade, e não apenas de forma simplesmente dogmática. A partir dessa investigação, estava também a busca pela concepção daquilo que era entendido por felicidade e como alcançá-la. Hoje, com a facilidade de acesso aos bens de consumo, talvez nossa idealização de felicidade esteja mais atrelada com o quanto podemos parecer admiráveis para o mundo conforme o número de conquistas materiais que possuímos e não através de uma realização essencial da vida. Ou seja, nós adquirimos coisas, cargos, títulos, posições sociais na perspectiva de que a sociedade nos recompense em forma de reconhecimento por aquilo que o nosso dinheiro pode comprar. Ao passo que percebemos a busca pela felicidade como uma das tantas obrigações de nossa rotina atual, ela tornou-se mais um critério de avaliação de nossas vidas comparada com a vida dos demais seres que vivem no planeta. A corrida pela felicidade é mais uma competição do mundo capitalista, voltada para obtenção de uma resposta externa para uma pergunta que vem acompanhando a existência humana há muito tempo: o quanto vale a pena a vida vivida? Ser suficiente, ou parecer ser reconhecido pelos outros como alguém que importa para o mundo, faz com que percebamos nossa vida como algo que corre o risco de não ser reconhecida pelos demais. Pretendemos merecer atenção alheia e é somente isso que merecerá todo o esforço em nos mantermos vivos, saudáveis e em plenas condições de seguir vivendo, fazendo nosso papel como habitantes da Terra. Porém, se colocamos essa responsabilidade de nos dizer o quanto valemos nas mãos dos outros, ou pior, nas de outras coisas e objetos que a sociedade consumista nos proporciona, também deixamos de perceber que esse valor e essa felicidade jamais conseguem ser alcançados de forma plena. Já que o externo jamais dará a resposta que esperamos, há sempre uma esperança acompanhada de uma frustração. Deixamos de ser os donos de nossas próprias vidas, de dar as cartas e refletir sobre o que de fato nos faz feliz! Passamos a preencher nossos dias com coisas e pessoas que aparentam ser o caminho para a nossa felicidade, mas que, na verdade, nos distanciam ainda mais de uma vida realizada. Confunde-se a realização essencial de uma vida com a realização material proposta pelo universo capitalista da demanda e procura, onde de tanto procurarmos pela felicidade, ela se tornou mais um produto disposto nas prateleiras que aos montes desperta o interesse de nossos esforços diários. Aceitamos trabalhos e fontes de renda que nos aprisionam na forma de eternos produtores, em nome de uma crença de que só seremos felizes quando conquistarmos o maior número de posses materiais que pudermos conseguir. Como consequência dessa busca desesperada, sacrificamos as nossas relações interpessoais, onde cada um se transforma em um instrumento para obtenção de uma satisfação individual de nós mesmos. Para fazermos uma análise a respeito da felicidade e o consumo no sex. XXI, retomaremos aquilo que Aristóteles, em Ética a Nicômaco (considerado ser o primeiro tratado “científico” sobre ética), nos apresenta por “vida boa”; algo diferente do que corresponde ao consenso social. O primeiro princípio do pensamento ético de Aristóteles é que o homem, como todas as espécies, tem um τέλος (telos é pressuposto ontológico tanto na physis quanto na Ética), um estado de realização ou consumação. Aristóteles identifica este telos com a vida boa, ligado diretamente ao conceito de eudaimonia, que em Ética a Nicômaco é conceituada como fim de toda a ação humana, alcançada através da αρετή (virtude ou excelência de caráter). Ao longo de nossa jornada é através do hábito virtuoso que seremos capazes de qualificar nossa existência como feliz ou infeliz. Uma investigação a respeito da felicidade no século XXI passa necessariamente pelos nossos relacionamentos de consumo e, consequentemente, por uma retomada aos valores atribuídos à ética das virtudes, como: moderação, benevolência e altruísmo conforme a visão aristotélica de amizade. A necessidade da solidificação de um caráter pautado por hábitos virtuosos surge como norteador de uma reflexão filosófica dos tempos que estamos vivendo, de como percebemos a nossa busca pela realização pessoal, o que dá sentido à nossa existência e como fazer isso considerando preceitos éticos e morais. Os questionamentos que nortearam esta pesquisa podem ser postos do seguinte modo: por quê nos conformamos em buscar necessariamente nos bens exteriores a nossa felicidade? Será que a retomada de uma ética das virtudes, que coloca o agir moral como resultado do caráter habituado na prática do bem, não seria de extrema importância para tentarmos estabelecer uma relação moralmente virtuosa entre nossos desejos e necessidades de consumo sem deixar que isso se transforme em um vício? .............................................................................................................................................................. A coluna Em Curso divulga as pesquisas de pós-graduandas na filosofia para contribuir para a visibilidade das pesquisas de filósofas no Brasil. Quer publicar a sua pesquisa? Basta preencher o formulário. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #emcursofilósofas #filósofasbrasil #mulheresnapesquisaemcurso #consumismo #ética #consumismo #moralidade #felicidade As informações sobre a pesquisa e a imagem divulgadas são de responsabilidade da autora da pesquisa

  • Podcast: Emancipação Feminina em pauta

    Participação no podcast Convite pra ser Adulto. Uma conversa super importante sobre feminismo, emancipação feminina, inclusão, e também sobre as múltiplas formas de opressão da sociedade capitalista-patriarcal, e como elas nos tocam de formas diversas. Convidada: Vanessa Cordeiro - psicóloga clínica, nordestina e mestranda no PPGNEIM (UFBA) Link: https://open.spotify.com/episode/456niDoXHheW0bFq1qWnVs?si=df5bdcbfe6f0400f

  • Mulheres evangélicas: demandas familiares de cuidado e gestão da vida cotidiana

    Acompanhe no youtube a live "Mulheres evangélicas: demandas familiares de cuidado e gestão da vida cotidiana", parte do projeto "Maria, Maria. Análise histórica, perspectiva e horizonte do empoderamento feminino". Link: https://www.youtube.com/watch?v=YRsVH43atjs

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