GT FILOSOFIA E GÊNERO
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- Verbete: Margaret Cavendish
Neste verbete escrito exclusivamente para o Blog Mulheres na Filosofia, Márcio Damin e Sueli Custódio escrevem sobre Margaret Cavendish, uma filósofa inglesa pertencente à aristocracia que ganhou popularidade como escritora em sua época. Um dos temas abordados por ela, e explorado no presente verbete, é o da filosofia natural. O verbete começa tratando da influência dos debates travados em Paris — no círculo de Newcastle e posteriormente no salão dos Cavendish — sobre a escrita dos primeiros textos publicados por Cavendish, Poems and Fancies (1653) e Philosophical Fancies (1653); até a influência de Thomas Hobbes na obra World’s of Olio (1655), onde o materialismo da autora ganha contornos mais modernos. De modo instigante, o texto mostra ainda como Cavendish, em Observations upon Experimental Philosophy (1666), ao invés de recusar o atomismo, assimila dele vários elementos e o expande, buscando superar aquilo que considerava suas limitações. Ao final, ao falar sobre Blazing World (1666), o verbete mostra a posição crítica de Cavendish frente a sociedade em que vivia, expressa através de um diálogo entre a Duquesa de Newcastle, alter ego de Cavendish, com a Imperatriz. Um dos momentos se dá quando a autora propõe que tanto a personagem da Duquesa quanto qualquer outra pessoa tenha o direito de criar e organizar mundos paralelos ordenados em suas mentes conforme suas escolhas e ações. Desse modo, o verbete mostra, de maneira instigante, como Cavendish estabelece uma relação entre suas reflexões políticas e sua filosofia natural. Leia o verbete na integra em nosso blog.
- Entrevista: Márcio Damin e Sueli Custódio sobre Margareth Cavendish
Na próxima quarta-feira, dia 06 de abril, às 17h, nossa editora Yara Frateschi convida os autores do novo verbete Margaret Cavendish para uma conversa. Contemporânea do filósofo Thomas Hobbes, Cavendish dedicou-se a escrever sobre filosofia mecânica e política, trazendo temas caros à história e à teoria política. Quer saber quem foi essa figura ainda não muito conhecida por nós? Então não perca a entrevista. Guarde o link: https://www.youtube.com/watch?v=8YxF5GdVyWU #MulheresnaFilosofia #MargarethCavendish
- "A testemunha modesta: difrações feministas na ciência e na educação", Maria Helena Soares (UERJ)
No dia 31/03 às 16h Maria Helena Soares (UERJ) apresentará no PPGLM sobre "A testemunha modesta: difrações feministas na ciência e na educação". A fala faz parte do Ciclo de Conferências Mulheres e Filosofia organizado pelo programa. A conferência será transmitida no canal no YouTube do PPGLM no seguinte link: https://youtu.be/4x8bXtxpCDY Serão emitidos certificados para ouvintes.
- Série Prêmio Filósofas: mais um vídeo no ar!
Neste novo vídeo da série, Caterine Zapata, mestra pela UFABC, apresenta sua dissertação, intitulada "Como educar para a virtude na idade das paixões: uma reflexão sobre a educação moral no Emílio ou Da Educação de Jean-Jacques Rousseau". Defendido em 2019, o trabalho foi indicado pelo PPGF ao Prêmio Filósofas 2020. O objetivo da Série de Vídeos Prêmio Filósofas é divulgar as pesquisas em filosofia realizadas por mulheres no Brasil. Por isso, periodicamente publicamos um vídeo com as filósofas indicadas por seus programas de pós-graduação ao Prêmio Filósofas, ao Prêmio ANPOF e ao Prêmio Capes contando um pouco sobre sua dissertação ou tese. Acesse https://youtu.be/jW1mSk2UC3k para conferir!
- Chamada para evento sobre bell hooks
Um evento sobre bell hooks não é apenas um modo de conhecer sua filosofia e fazer jus ao seu legado, mas de, sobretudo, nos transformarmos com sua filosofia. Como disse bell hooks: "Antes que as mulheres pudessem mudar o patriarcado, era necessário mudar a nós mesmas; precisávamos criar consciência. A conscientização feminista revolucionária enfatizou a importância de aprender sobre o patriarcado como sistema de dominação, como ele se institucionalizou e como é disseminado e mantido". Participe, divulgue, junte-se a nós nesse processo de constante mudança de opinião.
- 25/03 às 14h: "A Filosofia de Rosa Egipcíaca", com e Fabiano Lemos (UERJ) e Ulysses Pinheiro (UFRJ)
O curso de graduação e pós-graduação em Filosofia da UFPR e o Grupo de Pesquisa Linguagem, Mundo e Ação em Leibniz e Aristóteles convidam para a oficina "A Filosofia de Rosa Egipcíaca", com o Prof. Dr. Fabiano Lemos (UERJ) e o Prof. Dr. Ulysses Pinheiro (UFRJ). O evento acontecerá no dia 25 de março de 2022 das 14:00 às 18:00 na plataforma Teams UFPR. As inscrições podem ser feitas através do email: vivicmor@gmail.com.
- I Dia Carolina Blasio por Diversidade na Lógica
Carolina da Silva Blasio (1984-2017), foi uma filósofa e lógica feminista brasileira, com formação em Psicologia e Filosofia, mestrado em Ciências da Religião na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e doutorado em Filosofia pela Universidade de Campinas (UNICAMP). Carolina faleceu aos 33 anos, um dia após defender seu doutorado, em um trágico acidente de carro, junto com a amiga, também filósofa, Maria Érbia Cássia Carnaúba, em Campinas. As comunidades acadêmicas das quais Carolina fez parte manifestaram profundo pesar por sua súbita partida. Em 2021 foi publicado em sua homenagem um volume especial do periódico Synthese, Varieties of entailment. A introdução ao volume informa que, ao partir, Carolina estava trabalhando intensamente em uma noção multidimensional de consequência lógica e valores lógicos generalizados relacionados a essa concepção. Ela o fez não apenas em sua tese, mas também em diversos trabalhos (alguns já publicados e outros prestes a serem submetidos). No domingo, 20 de março de 2022, dia dos equinócios (de Outono no Sul e de Primavera no Norte global), Carolina completaria mais um ano de vida. Para dar a conhecer sua trajetória e preservar seu legado para os campos da filosofia, da lógica – mas sobretudo para as pessoas que dedicam suas vidas a exercitar e transmitir esses saberes em nosso país (e fora dele) – o coletivo Lógicas Brasileiras, em colaboração com João Marcos, e com o apoio da Sociedade Brasileira de Lógica (SBL), elegemos o dia 20 de março como data da celebração da vida, da vivacidade e da raridade da filósofa, lógica, professora, mentora, amiga, e mãe - da mulher que foi Carolina. Amigos do mundo todo, colegas e estudantes enviaram registros de memórias que atestam a legitimidade da figura de Carol como um arquétipo de integridade, brilhantismo e generosidade dentro e fora do ambiente acadêmico. Em nosso blog e em nossas redes sociais (Twitter e Instagram), ao longo do dia 20 de março, divulgaremos breves textos, cartas, notas e, no canal de YouTube da SBL, vídeos - materiais associados às múltiplas dimensões de Carolina, a seus interesses intelectuais e a seus traços pessoais. Na medida de nossas forças e agendas, também incentivamos a realização de pequenos eventos associados à recém criada efeméride. Com esses singelos gestos, entendemos estar tão-somente iniciando a propagação, para além dos círculos frequentados por Carol, da energia por ela mobilizada em seus constantes esforços por mais equidade e inclusão na universidade. Esses esforços não só não serão esquecidos, como sua energia já vai sendo transmutada em diversas ações por mais diversidade nas práticas de ensino, estudo e popularização da Lógica, em nosso país. Convidamos a todas as colegas, estudantes e pesquisadoras desta Rede a conhecer e a celebrar a vida e do legado desta, uma dentre tantas intelectuais brasileiras que, já não transitando entre nós, seguem vívidas como inspirações em memórias e ações das pessoas com quem conviveram. Ampliar o escopo do conjunto de pessoas que conhecem o trabalho e o ativismo de Carolina nessas duas áreas tão masculinizadas quanto a Lógica e a Filosofia, festejar mulheres filósofas inspiradas e inspiradoras nesses tempos que mal conseguimos descrever sem algum desajuste em nossas esperanças é, afinal, uma forma de teimosia - que algumas preferimos chamar de resistência.
- Rádio UFRJ - Mulheres intelectuais de Ontem e Hoje - Luísa Marilac: 'eu me tornei travesti a pulso'
No Dia Internacional das Mulheres, convidamos a todes para ouvir nosso novo episódio "Luísa Marilac: 'eu me tornei travesti a pulso'", nele trazemos a voz de Luísa Marilac, uma mulher não nascida mulher, que conquistou com dores, resistências e arte seu lugar de mulher. Como diz a travesti, feminista e doutora em Teoria e Crítica Literária pela Unicamp e escritora Amara Moira, “Como não acreditar em mágica após testemunhar o milagre da existência travesti?”. Luísa Marilac da Silva é uma youtuber, comunicadora escritora e ativista LGBT brasileira nasceu em Além Paraíba, estado do Rio de Janeiro. Depois foi morar em Guarulhos, São Paulo, onde começou a se prostituir. Nasceu pela segunda vez quando encontrou Luisa Marilac, a mulher de quem tomou emprestado o nome e que não só lhe ofereceu abrigo, mas também lhe deu coragem para se assumir de vez uma mulher travesti. Luísa afirma: “É o mundo, enfim, quem diz que meu corpo não combina com minha feminilidade. Odeiam-no e desejam-no numa promiscuidade de sentimentos difícil de explicar. Mas garanto que nunca me faltou quem tivesse fome de um corpo como o meu, de um pau d e mulher, de um gozo quente de mulher. (...) Mas desejo por travesti não é desejo. É perversão, é sordidez, é pecado, é vergonha. Para os mais generosos, entra, no máximo, na lista dos fetiches. desejo por travesti tem que ficar entre você e o seu navegador de internet. Ou, melhor ainda – se for capaz –, escondido de si mesmo numa esquina escura do inconsciente.” Luísa desmonta o bordão popular segundo o qual a prostituição seria uma “vida fácil”: “Os carros passam e nos xingam, moleques atiram lixo e pedras, os clientes negociam descontos aviltantes. Às vezes, surgem policiais corruptos que nos extorquem ainda mais dinheiro. As pernas doem equilibradas nos saltos; o frio e a chuva, intransigentes. Mas, na maior parte da noite, o tédio.” Quer conhecer mais sobre essa voz? Acesse nossa página, link para episódio e muito mais disponível na bio. Instagram: https://www.instagram.com/vozes.de.mulheres/ Acompanhe o lançamento dos episódios em Podcast: Rádio UFRJ - Mulheres intelectuais de Ontem e Hoje - https://open.spotify.com/show/4WBHztQvBNzquXwRjA5xzF?si=Y7lVGaVPTzWLnJJXRRTbpg #podcastmulheresintelectuaisdeontemehoje #AdelaideCarraro#feminismodecolonial #vozesdemulheres#vozeslatinoamericanas #feminismo #feminismoantirracista#resistência #lutaanticolonialista #pósgraduacaodefilosofiaufrj#PPGF #estudosdescoloniaiscarolinamariadejesus
- "Uma feminista marxista: entrevista com Maria Lygia Quartim de Moraes (Unicamp)", por Daniela Tega
A entrevista "Uma feminista marxista" realizada por Daniele Tega, ex pós-doc Pagu, com Maria Lygia Quartim de Moraes, pesquisadora colaboradora Pagu foi publicada na revista plural v.28 n.2, Marxismo, Feminismo e a Teoria Social. Link para a publicação: https://www.revistas.usp.br/plural/article/view/193516/178793
- Projeto 'Uma Filósofa Por Mês' lança programação para o ano de 2022
Neste terceiro ano de projeto, optamos por voltar a algumas filósofas além de trazermos novos nomes. Nosso interesse é tratar mais detidamente de questões que pensamos ter deixado em aberto, e aspectos teóricos que se tornaram caros ao grupo e que não deixam de ser também prementes para nossas pesquisas e para a realidade contemporânea – na filosofia e fora dela. Assim, dois eixos temáticos estarão mais ou menos presentes em cada filósofa contemplada em 2022: corporeidade e ecologia (ou, em sentido amplo, aspectos do que poderíamos hoje chamar de política ecológica). Os eixos poderão cruzar-se ou não, e ser mais salientes em um determinado momento do que em outro, mas estaremos sempre atentas às possíveis construções teóricas oriundas do trabalho filosófico das nossas filósofas e que ainda hoje podem contribuir para pensarmos e habitarmos melhor o mundo, com nossos corpos e com nossas espécies companheiras – e, quem sabe, como afirma Donna Haraway, “vivermos melhor nele”. | PROGRAMA 2022 | Março - Safo (c. 600 a.c.) Filósofa pré-socrática Abril – Hildegarda de Bingen (1098-1179) Filósofa medieval alemã Maio – Germaine de Stäel (1766-1817) Filósofa moderna francesa Junho – Sojourner Truth (1797-1883) Filósofa abolicionista estadunidense Agosto – Maria Lacerda de Moura (1887-1945) Filósofa anarquista brasileira Setembro – Anita Silvers (1940-2019) Filósofa da deficiência estadunidense Outubro – Márcia Tiburi (1970) Filósofa política brasileira Novembro – Silvia Rivera Cusicanqui (1949) Filósofa decolonial boliviana Mais informações: @umafilosofapormes
- Entrevista: Halina Leal sobre Feminismo Negro
Halina Leal, autora do verbete Feminismo Negro, conversa com a nossa editora Yara Frateschi no próximo dia 23/03, às 17h. Lançado em abril de 2020, o verbete faz considerações acerca dos movimentos de mulheres negras que em cooperação buscam dar visibilidade às suas pautas. Elabore as suas perguntas e venha participar dessa conversa! Link na bio #MulheresnaFilosofia #FeminismoNegro
- 17/03: "Filosofia e Mulheres"- Carolina Araújo (UFRJ) e Roda de conversa com as alunas do PPGLM/UFRJ
Na próxima quinta-feira às 16h terá início o ciclo de conferências “Mulheres na Filosofia”, com transmissão ao vivo pelo canal no YouTube do PPGLM/UFRJ (https://www.youtube.com/ppglmufrj). As conferências tratarão tanto da desigualdade de gênero presente na carreira acadêmica em filosofia no Brasil quanto de pesquisas voltadas para a revisão do cânone. Serão emitidos certificados de participação para ouvintes. Na mesa do dia 17/03, abrindo o evento, Carolina Araújo (UFRJ) apresentará sua pesquisa estatística sobre as mulheres na filosofia, sublinhando especialmente o caso do PPGLM. A mesa também será composta por alunas de mestrado e doutorado do programa, que farão perguntas e apresentarão um olhar crítico sobre as experiências que vivenciaram em sua formação. Link para assistir: https://youtu.be/uyFQw1D1h5Y












