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  • Live no Instagram: Feminismo ético em Drucilla Cornell

    Na próxima terça, dia 4 de agosto de 2020, 18h, Carla Rodrigues convida Maria Walkiria Cabral para uma conversa no instagram sobre a filósofa Drucilla Cornell. A live abordará o tema dos feminismos e a condição ética. A atitude ética supõe responsabilidade de não apropriação do Outro em qualquer sistema de significado. Nesse sentido, o feminismo ético deve estar atento a uma não correspondência à determinação do feminino pela sociedade patriarcal, para não correr o risco do silenciamento das experiências das mulheres que o deveriam compor. Para isso, vamos mostrar brevemente como a filósofa irá trabalhar as ideias de feminismos, da aliança feminista e feminismo transnacional ao longo de suas obras. Drucilla Cornell é uma filósofa estadunidense, com formação jurídica (J.D.), professora emérita na Rutgers University, New Jersey, e Professora Extraordinária na University of Pretoria na África do Sul. Desde 2003, Drucilla trabalha com o uBuntu Project, na África do Sul, no qual envolve pesquisa sobre valores indígenas/povos originários com advocacy pela causa. De 2007 a 2010, ocupou a Presidência da Fundação Nacional de Pesquisa em valores indígenas, o direito costumeiro e a jurisprudência da dignidade para a Corte Constitucional. Seus maiores trabalhos estão na área da Filosofia Feminista do Direito, principalmente após seu projeto na África do Sul, quando se dedicou a pensar a Jurisprudência da Corte Constitucional sob influência do princípio do uBuntu. Carla Rodrigues é professora do Departamento de Filosofia da UFRJ e pesquisadora Jovem Cientista do Nosso Estado da Faperj Maria Walkiria Cabral é professora de Ética e Direitos Humanos do curso de Gestão Pública da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

  • Escola feminista As Pensadoras: formação sobre as vertentes teóricas e práticas dos feminismos

    "A Escola de formação feminista ganha corpo virtual no período de quarentena e abre espaço para o diálogo interdisciplinar e para a formação de pensamento emancipatório, com uma agenda democrática de cursos de curta, média e longa duração. Os cursos são propostos por um corpo docente qualificado e representativo, advindo de todos os lugares do país, de Universidades reconhecidas e valorizadas pela sua capacidade de produção ética de conhecimento". Rita de Cássia Fraga Machado Coordenadora do Projeto A Escola interdisciplinar de formação As Pensadoras nasce em março de 2020, fruto de uma demanda de ensino e aprendizagem no campo das Ciências Humanas no Brasil, com destaque para a Filosofia e a Educação feminista. A grande adesão ao curso de introdução aos feminismos, coordenado pela professora Dra. Rita de Cássia Machado (UEA), com o suporte da professora Dra. Carolina Araújo (UFRJ) e ministrado através da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas no início de 2020, apontou para a necessidade de criação de um espaço intelectual e interdisciplinar de aprofundamento das diversas vertentes teóricas dos feminismos. Com o objetivo de suprir a lacuna teórica deixada pelas Universidades brasileiras, a Escola está sendo construída com a contribuição de muitas mulheres da academia e de fora dela. A primeira edição do curso As Pensadoras foi composta por três turmas, com um total de 750 cursistas e um corpo docente de professoras das diversas áreas do saber. As teóricas feministas estudadas foram Silvia Federici, Silvia Cusicanqui, Rosa Luxemburgo, Lélia Gonzalez, Judith Butler, Nancy Fraser, Seyla Benhabib, Margaret Cavendish, Vandana Shiva, hell hooks e Carol Gilligan. A grande procura pelo curso motivou a coordenadora do projeto, professora Rita Machado, a formalizar a Escola, formando uma equipe de apoio para lançar, já neste segundo semestre, uma agenda de cursos e minicursos que irão abranger outros nomes do feminismo e aprofundar seus campos epistemológicos e metodológicos. Para Rita, professora de Filosofia da Universidade do Estado do Amazonas, este projeto é um movimento de emancipação do saber e de justiça epistêmica feminista, pois abre espaço para muitas discussões que estavam sendo, até então, ignoradas pelos departamentos acadêmicos: “A escola de formação feminista que estamos construindo não é somente uma questão de justiça histórica com as mulheres, é também um modo diferente de realizar e construir, com valores feministas, o presente e sonhar o futuro, que será de justiça epistêmica com as mulheres, todas as mulheres, de todos os cantos do mundo”, afirma Rita. A Escola As Pensadoras tem como um de seus principais objetivos a retomada e, também, recriação das teorias clássicas do pensamento de mulheres feministas ou não e a construção de novos pilares epistemológicos que estabeleçam pontes dialógicas entre as diversas facetas do movimento de práxis feminista. Sendo os cursos uma ferramenta teórico-prática que possibilita a educação intelectual e a transformação social realizada por e para mulheres, a escola nasce da intersecção que reúne as necessidades de raça, classe e gênero. Pretende ser um espaço de diálogo, construído – como nas palavras de Heleieth Saffioti – em uma relação de novelo dialético, abrindo-se como um espaço político e metodológico de ensino e aprendizagem, realizado através da partilha conhecimento que acontece entre professoras e estudantes. Outro objetivo é a solidariedade feminista. Os valores arrecadados nas taxas de inscrições dos cursos e minicursos da Escola são doados parcialmente a projetos sociais feministas. A primeira arrecadação foi destinada à Associação de mulheres do Médio Solimões – AMIMSA – para a compra de 100 cestas básicas e material de higiene para as aldeias Madijá Kulina do Rio Juruá, em situação de maior vulnerabilidade social do médio Amazonas e para a Feira de Agroecologia e Mulheres: mulheres trocando saberes. Os valores arrecadados no próximo curso, que inicia no mês de agosto e terá como temática as Pensadoras Negras Brasileiras, será destinado ao Quilombo Coxilha Negra, demarcado e situado no município de São Lourenço do Sul/RS – para a compra de cestas básicas, materiais de higiene e limpeza e cobertores. Ao longo do semestre, a Escola também apoiará candidaturas de mulheres às eleições estaduais e municipais. A agenda do próximo semestre contempla outros minicursos de rupturas epistêmicas, com temas como: Feminismos no Brasil, Ecofeminismos, Feminismos Negros e Latinos, pensamento feminista no campo Direito, Epistemicídio, Teoria Democrática Feminista entre outros assuntos e nomes importantes da teorias feministas contemporâneas; além do lançamento da segunda edição do curso As Pensadoras, que estudará algumas intelectuais dos séculos XIX e XX que refletiram sobre o conceito de liberdade. No próximo ano, 2021, será lançado um curso de Aperfeiçoamento em Filosofia Feminista, com carga horária de 200 horas, em formato Ead e disciplinas modulares, contará com um corpo docente das maiores especialistas da área, do Brasil e da América Latina. Essas e outras informações sobre o ano de 2021 serão lançadas nas redes a partir de outubro de 2020. É utopia feminista, tem nos movido. Sobre As Pensadoras: Escola de Formação Feminista que oferece cursos de curto, média e longa duração e viabiliza obras de pensadoras do Brasil e do Mundo. Contato: @aspensadorasoficial /Inst http://aspensadoras.com.br/ site comunicacao@aspensadoras.com.br coordenacao@aspensadoras.com.br facebook.com/aspensadorasoficial Agenda: https://instagram.com/stories/aspensadorasoficial/2366190735371758361?igshid=1l1x175jdfayt Texto: Giovanna Hagemann Pozzer - Jornalista e estudante de mestrado em filosofia da PUCRS.

  • (Des) silenciando as identidades de gênero

    Giovanna Bassalo Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFPA; Graduada em Direito pelo CESUPA; integrante do Grupo de Pesquisa (CNPQ): Filosofia Prática: Investigações em Política, Ética e Direito. Loiane Prado Verbicaro Professora da Faculdade de Filosofia e do Programa de Mestrado em Filosofia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Líder do Grupo de Pesquisa (CNPq): Filosofia Prática: Investigações em Política, Ética e Direito. No dia 24 de abril de 2020, em sessão virtual, o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional uma Lei Municipal que proibia a divulgação de materiais que fizessem referência à chamada “ideologia de gênero” nas escolas de Novo Gama – GO. A lei, em vigor desde junho de 2015, determinava que todos os materiais didáticos deveriam passar por análise antes de serem distribuídos nas escolas municipais e aqueles que “fizessem referência a ideologia de gênero”, mesmo que recebidos através de doação, seriam substituídos. O Ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação, justificou seu voto – pela inconstitucionalidade da lei – na impossibilidade de um Município legislar sobre métodos, currículos ou conteúdos programáticos, sendo essa uma competência privativa da União. O Ministro argumentou ainda contra a “imposição do silêncio”, declarando que tal censura contribui para a manutenção da discriminação e se opõe ao dever estatal de promover políticas públicas de inclusão e igualdade. A suposta “ideologia de gênero” e todas as falácias e fake news que a envolvem já são conhecidas pelos brasileiros graças a popularização desse termo na última década. A sua primeira aparição se deu ainda em 1998, na conferência Ideologia de gênero: sus peligros y alcances, em Lima, no Peru (O’LEARY, 1998). Desde então, o termo vem sendo utilizado por grupos conservadores como um grande inimigo a ser enfrentado. Sob essa ótica conservadora, as políticas relacionadas ao gênero teriam como objetivo favorecer demandas de movimentos sociais – como os feministas e LGBTQ+ - para questionar a natureza da reprodução humana e ofender o direito à vida. Exemplo disso seria a luta pela constituição de famílias homoafetivas, que supostamente ameaçaria a família tradicional. O emprego terminológico de “ideologia”, propositalmente, refere-se ao seu sentido marxista,[1] estabelecendo de imediato uma relação linguística que influenciaria na opinião pública e, ainda, denunciaria o caráter ilusório da possibilidade de um gênero como constructo social. (CORNEJO-VALLE e PICHARDO, 2017, p. 6). No contexto brasileiro, a chamada “ideologia de gênero” ganhou forma através de falsas notícias atreladas a projetos como o Escola sem Homofobia – nomeado como “kit gay” por grupos conservadores – o que fortaleceu ainda mais as pautas em oposição aos direitos das mulheres e de LGBTQ+. É curioso que por mais que o termo não seja citado em nenhum projeto a favor dos direitos relacionados a gênero, praticamente todas as pautas conservadoras insistam em utilizar essa terminologia e reafirmar que devem combater algo que não conseguem ao menos definir o que é – sem que, para isso, se apoiem em fake news. O fato é que esse plano de censura e silenciamento tem um objetivo muito claro: a manutenção do status quo e das diversas violências que isso representa para os grupos afetados. Quando isso se volta ao ensino infantil, a preocupação é ainda maior justamente por compreenderem a força do ambiente escolar na formação do ser humano e, assim, de toda uma sociedade. Guacira Lopes Louro, nome referência em educação, destaca a importância da escola em abordar e debater as identidades de gênero e sexualidades no livro Gênero, Sexualidade e Educação, publicado em 1997. Segundo a autora, a escola exerce uma função na construção das diferenças, seja externamente – entre os que têm e não têm acesso àquele ambiente – ou internamente – através de mecanismos de classificação, ordenamento e hierarquização – separando mais velhos de mais novos, mais ricos dos mais pobres, professores de alunos e, ainda, meninos e meninas. Essas diferenças, no entanto, não se restringem ao espaço escolar, ultrapassam seus muros e influenciam em toda uma estrutura. (LOURO, 2003, p. 57) Guacira parte então do conceito da “fabricação” de indivíduos de Foucault, em Vigiar e Punir (FOUCAULT, 1987, p. 153), para explicar que esse processo é sutil e quase imperceptível, manifestando-se primeiramente não em leis, decretos ou discursos oficiais, mas exatamente nas práticas rotineiras, comuns, “nos gestos e palavras banalizados”, naquilo que é tido como “natural”. Considera-se natural, a partir dos estereótipos de gênero, diferenciar brinquedos e brincadeiras infantis segundo o sexo; cores, comportamentos, temperamentos, “naturalmente”, distinguindo meninos e meninas. Características que, na realidade, resultam de constructos sociais, são creditadas à natureza. Essa relação entre o que é “natural” e o que é construído socialmente é amplamente discutida também pela filósofa Judith Butler. Partindo da noção hegeliana do sujeito-em-processo[2], que é moldado ao longo de sua jornada pelos atos que executa, Butler compõe a ideia de que não há uma categoria fixa do “sujeito”, mas que este é um constructo performativo criado a partir dos moldes daquela sociedade e das conjunturas as quais é condicionado. A identidade de gênero e os termos “homem” e “mulher” são, portanto, construtos de sequências de atos, que constituem um sujeito que não está “por trás” dos atos, mas é precisamente formado por eles. (BUTLER, 1990). Dessa forma, uma criança não tem predisposição a gostar mais de uma disciplina ou de outra, a preferir dançar ou jogar futebol, rosa ou azul, simplesmente pelo sexo com o qual nasceu. As crianças – e também os adultos – resultam dos atos que performam e que são ensinados a performar. Se uma criança aprende que somente uma forma de existência é a correta – que meninos são dessa forma, meninas são de outra, e nada existe além disso, ela se esforçará para ser o que aprendeu mesmo que isso signifique um grande sofrimento para essa criança (por medo da represália daqueles a quem ama e respeita) ou para as crianças que não se adequarem a esse padrão, que serão rejeitadas pelo grupo. Tão importante quanto aquilo que é ensinado, é aquilo que é silenciado. “Os sujeitos que não são, seja porque não podem ser associados aos atributos desejados, seja porque não podem existir por não poderem ser nomeados” (LOURO, 2003, p. 67). Assim se deu o apagamento das histórias africanas no Brasil, assim se deu o ocultamento e a negação dos LGBTQ+ pela escola. Retornando a Guacira Lopes Louro, “ao não se falar a respeito deles e delas, talvez se pretenda "eliminá-los/as", ou, pelo menos, se pretenda evitar que os alunos e as alunas "normais" os/as conheçam (...). Aqui o silenciamento — a ausência da fala — aparece como uma espécie de garantia da "norma"”. (LOURO, 2003, p. 67 e 68) Seria, portanto, possível promover efetivamente a inclusão e a igualdade sem compreender e estudar todas as diversidades – de gênero, de orientação sexual, de raça, de classe, culturais, sociais etc – desde o início da formação dos cidadãos do futuro? É notório que não. E a declaração de inconstitucionalidade da referida lei é exatamente sobre isso. Não se trata apenas de Novo Gama - GO, nem somente de uma questão formal de incompetência municipal. Se trata de reconhecer e abraçar todas as existências que vem sendo ignoradas e silenciadas por séculos e não permitir que sejam ocultadas novamente. REFERÊNCIAS BUTLER, Judith. Gender Trouble: feminism and subversions of identity. New York: Routledge, 1990. BUTLER, Judith. Subjects of Desire. New York: Columbia University Press, 2012. CORNEJO-VALLE, Mónica; PICHARDO, J. Ignacio. La “ideología de género” frente a los derechos sexuales y reproductivos. El escenario español. Campinas: Cadernos Pagu, n. 50, 2017. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução: Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987. LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação. Uma perspectiva pós-estruturalista. 6ª Ed. Petrópolis: Vozes, 2003. O’LEARY, Dale. La ideología de género: sus peligros y alcances. Disponível em: . Acesso em: 29 abr. 2020. STANLEY, Jason. Como funciona o fascismo. A política do Nós e Eles. Amadora: 2020 Editora, 2019. [1] É usual de políticas fascistas acusarem escolas, universidades e professores de realizarem doutrinação ideológica, comumente associada ao marxismo cultural, que é uma expressão utilizada sem qualquer ligação a Marx ou ao marxismo. É empregada como forma de difamar a igualdade, reduzindo o debate a um conflito ideológico. Trata-se de uma política que apela ao menosprezo das competências científicas, com um discurso anti-esclarecimento, anti-ciência e anti-razão (STANLEY, 2019). [2] Em sua obra “Subjects of Desire” (BUTLER, 2012), em que traz a recepção da Fenomenologia do Espírito pelos filósofos franceses das décadas de 30 e 40 do século XX, Butler discorre sobre a construção do sujeito-em-processo do espírito (geist) de Hegel que, para a filósofa, não consiste em um sujeito “idêntico-a-si-mesmo” que simplesmente vai de um lugar ontológico para o outro superando as etapas da dialética hegeliana, mas um sujeito que é suas viagens e é constituido por cada lugar em que se encontra (BUTLER, 2012).

  • Manifesto contra a perseguição de filósofas

    A Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, suas/seus membras(os) e amigas(os) vêm expressar seu incondicional apoio à livre expressão do pensamento de filósofas e o repúdio às variadas formas de insulto, intimidação, perseguição e violência que elas têm sofrido nas mídias digitais. ​ A recente ameaça à família da filósofa Djamila Ribeiro é um caso exponencialmente mais grave e aponta para a urgência da mobilização social em defesa da liberdade das mulheres, sobretudo daquelas sobre quem recaem fatores adicionais de opressão, como marcas sociais de raça e classe. ​ Nós nos sentimos consternadas(os) com essa situação de reiterados ataques às mulheres e esperamos que sejam tomadas medidas institucionais cabíveis de combate a esse tipo de violência. ​ Uma sociedade melhor para todas(os) depende de práticas de justiça baseadas no diálogo e no pensamento, para as quais as filósofas têm muito a contribuir. É por estarmos cientes de nosso papel social que dizemos: Nenhuma filósofa está sozinha! Assine o manifesto até 02/08/2020 aqui. #manifestofilosofas #filosofasbrasil #filosofasorg #redebrasileirademulheresfilosofas #nenhumafilosofasozinha

  • LIVE sobre o tema: MULHERES, RESISTÊNCIAS E EMPODERAMENTOS EM DEBATE

    Nessa SEXTA-FEIRA DIA 31/7  - das 19h às 20h30 ocorrerá a LIVE sobre o tema:  MULHERES, RESISTÊNCIAS E EMPODERAMENTOS EM DEBATE. A live ocorrerá nos canais do youtube e facebook da editora Nova Práxis. Os livros apresentados na Live, durante a semana, estarão todos com 20% de desconto, podendo ser adquiridos no site da editora usando o CUPOM:  MULHER Na ocasião, a professora Dra Graziela Rinaldi da Rosa, professora de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande, e integrante da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, apresentará o livro que organizou, intitulado "Mulheres em Movimento: perspectivas em educação, ativismo e empoderamento" (2019). Esse livro estabelece diálogos sobre Educação Popular, Mulheres, e diferentes epistemologias feministas e Feminismos, e é fruto de estudos, pesquisas e movimentos de mulheres em diferentes contextos, mas que se dialogam e convergem no mesmo caminho de uma educação descolonial, descolonizante, não patriarcal e anti-patriarcal, não sexista e tampouco eurocêntrica. Foi construído a partir de diálogos que as mulheres estabelecem, e os espaços de resistência que constroem conjuntamente. Trata de uma obra inspirada nos encontros de mulheres do campo, das águas, florestas e cidades, de mulheres negras, travestis, trans, bi, drags, mulheres de movimentos sociais, estudantes do campo, e da cidade, e outras mulheres, que estiveram presente nas quatro edições dos Seminários das Mulheres do Campo, das águas, florestas e cidades, cuja coordenação geral tem sido desenvolvida pela mesma organizadora da obra, em conjunto com uma diversidade de mulheres. Um evento organizado e construído de forma coletiva, considerando uma grande diversidade de mulheres. Um espaço de partilha de saberes e fazeres de mulheres, especialmente de mulheres de povos tradicionais, que inspirou a editora Nova Práxis presentear essa obra.

  • Nossa Agenda Atualizadíssima! D'As Pensadoras

    Vem com agente! Informações pelo E-mail: pensadoras.online@gmail.com

  • O conceito de pobreza de Amartya Sen à luz da perspectiva de uma renda básica universal.

    CLICIELE ROSA SANTOS cliciele.santos@estudante.ufla.br http://lattes.cnpq.br/3913569041458257 Dissertação de mestrado (orientador: Amaro de Oliveira Fleck) Data prevista de defesa: 18/06/2021 Fonte da imagem: https://www.businessobserverfl.com/sites/default/files/styles/sliders_and_planned_story_image_870x580/public/186866_standard.jpeg?itok=IKdCVKug A definição de pobreza proposta por Amartya Sen, ao apresentar sua teoria do desenvolvimento, prioriza a condição de agente do indivíduo. Eliminar a pobreza passa pelo processo de garantir o aumento da autonomia individual, ou seja, a possibilidade de aumento das capacidades (capabilities) individuais, e não se limita ao aumento da renda. É preciso ter em mente que o critério da renda não diz muito sobre o bem-estar dos indivíduos. Por exemplo, alguém que viva num Estado de bem-estar altamente desenvolvido, onde são ofertados serviços básicos de forma gratuita, como educação, assistência de saúde, seguro-desemprego e outros, mas que possui uma renda baixa, não terá necessariamente uma vida sem confortos, já que terá as necessidades mais básicas satisfeitas. Enquanto em sociedades onde o Estado não garante os serviços mencionados, possuir uma renda elevada pode não ser suficiente para livrar o indivíduo de riscos normalmente ligados à pobreza, por exemplo, no sistema de assistência de saúde dos Estados Unidos, onde não há praticamente assistência gratuita, uma doença pode levar a morte até mesmo membros da classe média. A existência de uma renda estável não é, portanto, uma garantia absoluta contra problemas ligados à pobreza, uma vez que há dificuldades que se resolvem antes por meio de políticas públicas direcionadas a satisfazer as necessidades básicas, seja diretamente, pela prestação de serviços básicos, ou indiretamente, criando as condições nas quais os indivíduos conseguem satisfazer suas carências básicas. (cf. Rego e Pinzani, 2014. p.157). Contudo, Sen entende a importância da garantia de uma base material nesse processo. A possibilidade de contar com uma renda fixa garante ao indivíduo um leque maior de funcionamentos, resultando no aumento das capacidades o que culmina em mais liberdade individual - liberdade para escolher o estilo de vida que, com razão, se possa valorizar. É possível pensar a teoria de Sen a partir de programas de assistência social, que buscam, de certo modo, garantir a satisfação das necessidades mais básicas dos indivíduos pobres, mas que acabam por ter resultados mais amplos. No caso do Brasil, o programa de distribuição de renda Bolsa Família em vigor a mais de uma década, exemplifica essa possibilidade. Apesar de toda controvérsia que o envolve, ele tem contribuído para que os beneficiários tenham suas vidas modificadas em sentidos que ultrapassam o aumento de renda. O dinheiro distribuído é elemento necessário para a construção de uma base material da autonomia. A independência material que o dinheiro proporciona é elemento essencial para a liberdade individual. Entretanto, esse programa prevê uma contrapartida, ao vincular o pagamento da bolsa à frequência escolar e à vacinação das crianças. Se reconhecida, então, a importância de uma renda fixa para a garantia de uma maior autonomia e, por conseguinte, mais liberdade individual, é possível pensar: de que maneira uma renda básica universal sem a exigência de nenhuma contrapartida, tal qual proposta por Philippe Van Parijs, é capaz de colaborar no combate à pobreza e incentivar o ganho de capacidades? A proposta de uma renda básica universal defende a garantia de uma renda monetária a todos os membros de uma comunidade política, de forma incondicional, ou seja, sem a exigência de nenhuma contrapartida. Segundo o autor, essa proposta trata de uma possibilidade política real: para ele é possível que sociedades mais abastadas possam assegurar a cada um dos seus membros uma renda substancial que não dependa de retribuição em trabalho ou de qualquer outra condição. Ainda de acordo com Parijs uma sociedade justa nada mais é do que uma sociedade livre, no sentido que os membros de tal sociedade sejam tão livres quanto possível. E uma das condições, para que se afirme a liberdade real dos indivíduos, é de que essa sociedade seja estruturada de forma tal a permitir que cada pessoa tenha a maior oportunidade possível de fazer o que quer que deseje. A proposta da renda básica universal afirma garantir essa possibilidade de que os indivíduos tenham mais condições de fazer o que desejam, isto é, tenham condições de ser mais autônomos. Então, cabe investigar: a proposta de uma renda básica universal, que afirma que a garantia de uma renda fixa contribui para a expansão da liberdade individual, é realmente compatível com a proposta de uma definição da pobreza em sentido mais amplo, como na teoria defendida por Amartya Sen? Ainda que a teoria de Van Parijs pareça reconhecer a importância da renda como instrumento no processo de valorização e expansão da autonomia individual e que essa condição é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, não seria sua teoria apenas uma concepção monetária, que se preocupa apenas com a privação de recursos? Será possível afirmar que, de acordo com a teoria seniana, uma renda básica universal seria suficiente para combater a pobreza? .............................................................................................................................................................. A coluna Em Curso divulga as pesquisas de pós-graduandas na filosofia para contribuir para a visibilidade das pesquisas de filósofas no Brasil. Quer publicar a sua pesquisa? Basta preencher o formulário. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #emcursofilósofas #filósofasbrasil #mulheresnapesquisaemcurso #amartyasen #rendaminima #liberdadesindividuais #sociedadejusta #parijs As informações sobre a pesquisa e a imagem divulgadas são de responsabilidade da autora da pesquisa.

  • "Coisas D'Generus" E-Book disponível no link: https://www.editorafi.org/61genero

    Lançamento do E-Book "Coisas D'Generus" apresenta reflexões de profissionais de diferentes áreas, educadoras/educadores, artistas, pesquisadoras e pesquisadores que problematizam gênero com diferentes olhares. O livro é organizado por Márcia Alves (Professora da Faculdade de Educação), coordenadora do Núcleo de Estudos Feministas e de Gênero- D'Generus-UFPEL, e foi organizado para apresentar algumas ações e estudos de integrantes do grupo, que vem atuando com parcerias interinstitucionais e de forma interdisciplinar, fazendo o enfrentamento às lógicas colonialistas, misóginas, sexistas, machistas, patriarcais, cis-androcêntricas, eurocêntricas...

  • Minicurso: Processo criativo na poética de resíduos de Carolina Maria de Jesus

    Ministrante: Profa. Dra. Raffaella Fernandez (PACC-UFRJ/PNPD/CAPES) Mediadora/Coordenadora: Caroline Marim (PUCRS) Carga Horária: 6 horas – 3 aulas. Oferta: Escola de Formação Feminista As Pensadoras Certificado – As Pensadoras Videoaula disponibilizada. Formulário de Inscrição: https://forms.gle/Tb3YB8HYmhH8fno78 Informações (dúvidas, questões e outras) pelo e-mail: minicursocarolinadejesus@gmail.com Datas: 6, 7 e 8 de agosto Horário: 6 e 7 - 18:30h às 20:30h, 08 - 13:30 - 15:30h Plataforma de Realização: Google Meet Vagas 245 com certificado emitido pel'As Pensadoras Total de Horas: 6h Apresentação Curso Este minicurso tem o propósito de apresentar um panorama da obra inédita de Carolina Maria de Jesus constituída por romances, poesia, peças teatrais, composições musicais, contos, provérbios e diários. Trata-se de um curso aprofundando que reúne diferentes obras da autora, análise de seu processo criativo, contextualização de sua obra e vida, desenvolvimento e implicações de sua obra para os estudos descoloniais. Objetivo Geral Oferecer um estudo geral e aprofundado de obras inéditas de Carolina Maria de Jesus. Objetivos específicos ▪ Analisar o processo criativo presente nas mais de 5 mil páginas manuscritas e datiloscritas da autora; ▪ Apresentar a perspectiva da literatura e fortuna crítica carolineanas em contraste com a estigmatização da imagem da autora; ▪ Apresentar o conceito de poética de resíduos; ▪ Discutir os elementos que constituem a obra verificando os aspectos descoloniais empreendido pela autora. Conteúdo Programático Aula 1 Literaturas às margens Autoficção, escrevivência e história oculta * As referências bibliográficas serão as mesmas para todas as aulas Aula 2 Arquivos e memória negra Projeto literário de Carolina Maria de Jesus * As referências bibliográficas serão as mesmas para todas as aulas Aula 3 Mercado editorial e branquitude * As referências bibliográficas serão as mesmas para todas as aulas Metodologia Aula expositiva dialogada, com apresentação de aspectos teóricos e espaço para debates. Referências Bibliográficas: Documentos originais de Carolina Maria de Jesus: Fundação Biblioteca Nacional. Coleção Carolina Maria de Jesus. Cadernos microfilmados: 11Rolos (1958-1963): MS565 (1-10). Rio de Janeiro, 1996, P/b, 35mm. Fundação Biblioteca Nacional. Cadernos autógrafos: 14 diários (1947-1963): 47, GAVI, 01-14. Rio de Janeiro, 2011. Arquivo Público Municipal Cônego Hermógenes Cassimiro de Araújo Bruonswik. Fundo Carolina Maria de Jesus. 37 cadernos autógrafos (1958-1974): APMS 01.01.01. A APMS 12.04. Sacramento, 1999. Museu Afro-Brasil. 1 caderno autógrafo: “Diario 20” (10/08/1959 a 26/10/1959). São Paulo,2004. Instituto Moreira Salles. 2 cadernos autógrafos: BR IMS CLIT CMJ P1 0001 e 0002. Rio de Janeiro, 2006. Obras: JESUS, C. M. de. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 1960. JESUS, Carolina Maria De. Onde estaes Felicidade?. Carolina Maria de Jesus/ Dinha e Rafaella Fernandez, organizadoras - São Paulo: Me Parió Revolução, 2014. JESUS, C. M. de. Diário de Bitita. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. JESUS, C. M. de. Pedaços da Fome. São Paulo: Áquila, 1963 JESUS, Carolina M. Meu sonho é escrever... contos inéditos e outros escritos. Org. Raffaella Fernandez. 1. ed. São Paulo: Ciclo contínuo, 2018. v.1. JESUS, Carolina M. Clíris: poemas recolhidos. Org. Raffaella Fernandez e Ary Pimentel. Rio de Janeiro: Desalinho, Ganesha Cartonera, 2019. FERNANDEZ, R. A. A poética de resíduos de Carolina Maria de Jesus. 1. ed. São Paulo: Aetia Editorial, 2019. v. 1. 353p. Quem Somos Raffaella Fernandez é bacharel e Licenciada em Ciências Sociais (CNPq / 2004) pela UNESP de Marília. É também Licenciada em Letras-Português/Francês da UNESP de Assis. Desenvolveu pesquisa de doutorado em Teoria e História da Literária (2015) no IEL-UNICAMP, com estágio de doutorado no Institute de Textes et Manuscrits Modernes (ITEM/ CNRS) na École Normale Supérieure de Paris (Capes-PDSE/2013) sobre os aspectos literários, dispersos nos manuscritos inéditos de Carolina Maria de Jesus. Atualmente é pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura da UFRJ (PNPD/Capes) e do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-UFRJ), sob supervisão da Profa. Dra. Heloísa Buarque de Hollanda. Em 2014 publicou organizou o livro “Onde estaes felicidade” com inéditos de Carolina Maria de Jesus. Em 2018 organizou o livro “Meu sonho é escrever” com novos textos inéditos de Carolina. Em 2019 pulicou “A poética de resíduos de Carolina Maria de Jesus” onde descreve as mais de 5 mil páginas de originais de Carolina, após uma pesquisa de 15 anos sobre o processo criativo dessa autora. Também em 2019 organiza o livro de poemas de Carolina intitulado “Clíris: poemas recolhidos”. Caroline Marim (Coordenação e mediação) Caroline Marim é professora colaboradora PUCRS. Pós-Doutoranda PNPD/CAPES/PUCRS. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Epistemologias, narrativas e políticas afetivas feministas – CNPq/PUCRS. Doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Ética, com ênfase em Ética Aplicada, Ética Contemporânea e Metaética, mais recentemente tem trabalhado com Estética e Epistemologia Social Feminista, com ênfase na perspectiva decolonial. Também é bailarina contemporânea e desenvolve pesquisa em filosofia e performance. *Essa ementa é de propriedade D'As Pensadoras e não deverá ser copiada.

  • Vídeo disponível: Christine de Pizan sobre política, ficção e utopia

    Está disponível no canal da Rede no youtube a conversa realizada dia 14 de julho no contexto do Projeto Uma Filósofa por Mês sobre a medieval Christine de Pizan, com as convidadas Nikelen Witter (UFSM) e Camila Kulkamp (UFSC) e curadoria de Janyne Sattler (UFSC): https://www.youtube.com/watch?v=XxSkm5otG7k&feature=youtu.be Informações adicionais sobre biografia, bibliografia, materiais de pesquisa, ensaios e podcasts, no blog do projeto: https://germinablog.wordpress.com/junho-christine-de-pizan-2/

  • Live no Youtube: O que as filósofas pensam sobre a pandemia e o pós-pandemia?

    A proposta desta live foi de que as filósofas Yara Frateschi, Halina Leal e Juliana Aggio expusessem seus pensamentos sobre a pandemia do covid-19 e o mundo por vir pós-pandemia, podendo ou não dialogar com o que outras filósofas já pensaram sobre o assunto. Depois da exposição das convidadas, o diálogo com o público foi aberto. Esta live foi realizada no dia 19 de julho e está disponível no canal do Youtube da Rede brasileira de mulheres filósofas.

  • Mulheres na Pandemia: estratégias e diálogos

    O evento "Mulheres na Pandemia: estratégias e diálogos" é a primeira iniciativa do projeto de extensão "A hermenêutica da pandemia — compreendendo e transformando em tempos de exceção" (HP), vinculado à PROCEV/UFMT. A proposta do HP é a de ouvir e discutir demandas coletivas de grupos tradicionalmente invisibilizados e pouco ouvidos, com especial acento nas vozes das mulheres, a partir de uma análise de perspectiva comparada com pesquisadoras, docentes, ativistas e profissionais especialistas em áreas estratégicas como saúde, educação, ciência, arte e cultura e pensá-las à luz da filosofia fenomenológico-hermenêutica. A partir das contribuições das especialistas que vivenciam diretamente os impactos da COVID-19 de forma prática e teórica, buscar-se-á entrelaçar os conhecimentos proporcionados, a fim de compreender as diversas facetas do momento presente engendrado pelas demandas e necessidades impostas pela pandemia. O "Mulheres na Pandemia" tematizará especificamente o impacto da pandemia sobre as mulheres brasileiras, e será realizado em parceria com o Mulheres Eleitas. Este último é uma iniciativa de pesquisa do LAPPCOM, que investiga a atuação de mulheres parlamentares e busca compreender suas motivações e as consequências de suas performances sobre a identidade e as vidas das mulheres brasileiras. Link para inscrição: https://bityli.com/mulheresnapandemia

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