GT FILOSOFIA E GÊNERO
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- Entrevista: Alice Lino sobre o verbete "Crítica Feminista Negra à Cultura Brasileira"
Na próxima quarta-feira, lançamos o verbete "Crítica Feminista Negra à Cultura Brasileira". Nossa editora, Yara Frateschi convida Alice Lino para uma conversa sobre os temas que permeiam o verbete escrito especialmente para o nosso blog. A conversa será às 18h, em nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=6vX2LyeIQY4 O tema é atual e urgente. Não deixe de participar! #mulheresnafilosofia #feminismonegro #feminismos
- Didática e Metodologia no Ensino de Filosofia é o novo curso de aperfeiçoamento da Escola As Pensado
“Tem a pretensão de reinterpretar teorias da aprendizagem e de ensino através da ótica das teorias feministas, associando tradição e renovação” "Queremos construir, em conjunto com os profissionais da educação, uma nova maneira de ensinar. Queremos revolucionar o pensamento brasileiro, deixar a nossa marca na história!". Com essas palavras da Professora Beatrís da Silva Seus, a Escola As Pensadoras lança o Curso de Aperfeiçoamento de Formação Continuada e Complementar - “Didática e Metodologia no Ensino de Filosofia: uma Perspectiva Feminista”. As aulas iniciarão em fevereiro de 2022 e foram distribuídas ao longo do ano. Foi desenvolvido com o objetivo de problematizar os conceitos de “método” e “didática” para além das proposições tradicionais de ensino. O “sujeito” das ciências foi fundamentado a partir de teorias majoritariamente masculinas; além disso, estamos inseridos em um contexto diferenciado daquele através do qual se pensou justificar as melhores técnicas de ensino, cujo processo envolve a performatividade do educador, juntamente com o desenvolvimento de métodos que possam dialogar com as diferentes realidades dos estudantes. "Acreditamos que o curso será uma ótima oportunidade, tanto para aqueles profissionais da educação que buscam por um aperfeiçoamento que dialogue com as mudanças contemporâneas da realidade escolar e a teoria feminista, como também para os futuros profissionais que tenham interesse em ampliar seu horizonte de possibilidades metodológicas. Por isso, convidamos a todas e todos a fazer parte da reinvenção pedagógica do saber", destaca a Professora Beatris Seus, Coordenadora do curso. Assim como os demais, o curso é totalmente online e pode ser realizado de maneira síncrona e assíncrona pelas plataformas digitais. As participantes receberão certificação pela Escola As Pensadoras referente a 80 horas de aulas. Existe a possibilidade de participação de pessoas surdas, mais uma oportunidade de formação intelectual democrática. Inscrição no site: Estudante graduação: 12 x de R$ 65,00 Estudante de pós-graduação e professores da rede municipal e estadual: 12 x R$ 85,00 Profissional: 12 x R$ 130,00 *Na matrícula confirmada até dia 18/12/21, a cursista receberá um exemplar do V1. da Coleção As Pensadoras. **Confirmando a sua inscrição ainda em novembro, será gerada, automaticamente, uma bolsa para uma mulher cis ou trans, que não tem condições de pagar, fazer esse curso também. Módulos: - Filosofia para crianças: por uma educação investigativa - Didática, professoras e modos de ensinar filosofia - Metodosofia: dramatização e transcriação no ensino de Filosofia - Filosofia em cena – corpos, currículos, metodologias: filosofar no espaço coletivo comum - Equidade de gênero na escola, na família, na comunidade e na sociedade em geral - O ensino da estética e da crítica de arte no enfrentamento ao racismo e ao sexismo Conheça o curso e o corpo docente: https://www.aspensadoras.com.br/cursos/uma-perspectiva-feminista
- Live: Ivone Gebara no Dia Mundial da Filosofia
Novembro é o mês de Ivone Gebara! No dia 18 de novembro, celebramos o Dia Mundial da Filosofia, e convidamos nossa filósofa brasileira para comemorar conosco, com a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e com a Rede de Mulheres Filósofas da América Latina, com uma live em torno de reflexões sobre o fazer acadêmico e o fazer filosófico cotidiano. Ivone Gebara: Da filosofia acadêmica à filosofia do cotidiano. Dia 18/11 às 18h30: https://www.youtube.com/watch?v=X0TajAdYFRg Doutora em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Ciências Religiosas pela Pontifícia Universidade Católica de Louvain (Bélgica), Ivone Gebara nasceu na cidade de São Paulo, no ano de 1944. Segue bastante ativa mesmo agora nestes anos de pandemia, e aceitou conversar conosco sobre sua obra e suas reflexões filosóficas, religiosas e ecofeministas. Participam dessa conversa Ilze Zirbel e Janyne Sattler, integrantes do Projeto Uma Filósofa por Mês. Ilustração: Shayenne Bruna Alves.
- POR QUE O FEMINISMO DEVE SER TAMBÉM SOCIALISTA?
ROBERTA DA CUNHA RODRIGUES robertadacunha29@gmail.com http://lattes.cnpq.br/4579155903831473 Dissertação de mestrado Orientadora: Maria Cristina Longo Cardoso Dias Data prevista para a defesa: 15/03/2021 Fonte da imagem: https://mirmexico.mx/wp-content/uploads/2017/06/FEMINISMO-1200x640.jpg Os movimentos de mulheres que se fundamentam em perspectivas éticas e políticas liberais, historicamente, demonstraram serem insuficientes e problemáticos diante das demandas sociais e políticas dos mais variados grupos que compõem a sociedade, pois não alcançam a raiz que fundamenta as opressões, isto é, se mantém na superfície do problema. Tal insuficiência se deve ao fato de que a tradição do feminismo liberal trata a questão da subordinação feminina como uma questão autônoma, desvinculada das outras opressões provocadas e acentuadas pelo modo de produção capitalista, como pode-se observar a obra de Betty Friedan (1971). Para compreender essa problemática, é necessário explorar a teoria do valor de Karl Marx (2013) e, partindo de autoras como Silvia Federici (2017), Heleieth Saffioti, Angela Davis (2016) e Ana Montenegro (1981), entender como o modo de produção capitalista acentua todas as opressões, sejam elas de classe, raça ou gênero, e se beneficia das mesmas para a sua manutenção e para o avanço do capital. São as mulheres que, além de trabalharem no âmbito da produção, trabalham também no âmbito da reprodução da força de trabalho, realizando as atividades que permitem que trabalhadores estejam sempre prontos para ser explorados, sem receber remuneração para isso, ou recebendo uma baixa remuneração em condições insalubres, na periferia do sistema de produção. É preciso entender quais as causas desses fenômenos, o que faz com que as mulheres, sobretudo as mulheres negras, permaneçam nessas condições, pois, mesmo que o modo de produção capitalista não tenha criado a inferiorização das mesmas, ele se aproveita dessas condições aprofundando ainda mais as desigualdades. Sendo assim, não só o sexo, mas também a raça são elementos utilizados pelo modo capitalista de produção para acentuar as desigualdades e manter grupos sobre os quais se deposita a intensificação do trabalho, extensão da jornada e salários mais baixos. Para isso, é necessário entender melhor, a partir das sociedades pré-capitalistas, como se deu o processo de acumulação primitiva e desenvolvimento do modo de produção capitalista. Para sustentar todo o processo de expropriação, exploração e escravização na acumulação primitiva, foi necessário transformar os corpos, em geral, em máquinas de produção, e os corpos das mulheres, em particular, em máquinas de reprodução da força de trabalho. Sendo assim, a divisão sexual do trabalho tornou as mulheres seres dependentes do salário dos homens e, a partir disso, garantiu que o Estado e os empregadores se beneficiassem, a partir do salário masculino, do trabalho não remunerado feminino. Mesmo quando o mercado de trabalho absorve mulheres, estas ainda continuam sustentando duplas e triplas jornadas de trabalho (incluindo empregos formais, trabalho doméstico, cuidados familiares com filhos e etc.) sem a devida remuneração. Ou seja, o modo de produção capitalista se beneficia tanto com a inserção da mulher no mercado de trabalho, como também com o seu afastamento e confinamento no ambiente doméstico tornado privado nesse modo de produção. No primeiro, com o aumento da concorrência, e no segundo com a não remuneração de atividades que não são consideradas como trabalhos. O modo de produção capitalista precisa criar subcategorias a permanecerem no que se chama exército de reserva para lançar mão deles sempre que necessário, mantendo uma grande fila de espera e a concorrência alta, forçando-os ao sobretrabalho e à submissão absoluta. Para isso, o sistema se utiliza de desigualdades já existentes em sociedades pré-capitalistas para criar marcas sociais que permitem maior exploração, ou seja, é a partir da desumanização ou inferiorização de certos grupos que se torna aceitável e se legitima que eles sejam ainda mais explorados. No caso das mulheres, são identificadas como seres inferiores junto aos trabalhos de reprodução social que são invisibilizados por não produzirem mercadorias (apesar de produzirem a mais importante mercadoria, a força de trabalho). Um dos principais aspectos utilizados como base de argumentação para a inferiorização social da mulher na sociedade capitalista são suas características biológicas. Isso porque o objetivo do lucro exige que o capitalista racionalize todas as suas escolhas tendo sempre em vista a exigência máxima de produção de seus funcionários, fazendo com que a maternidade sirva de justificativa para mantê-la na periferia do capital. Entretanto, as atividades de reprodução social, sendo apropriadas pela sociedade como um todo, não podem ser consideradas atividades privadas das mulheres, devem ser socializadas a partir da ampliação de creches e escolas, serviços domésticos justamente remunerados (pois as empregadas domésticas sofrem fortemente com os baixos salários e altas taxas de exploração), licença remunerada, cozinhas e lavanderias comunitárias. Tais reivindicações só possuem espaço muito limitado dentro dos moldes de acumulação do capital, pois representam grandes gastos que podem ser evitados com a desvalorização das mulheres e, por isso, nesse modo de produção, a mulher nunca encontrará de fato a resolução de suas reivindicações, mas apenas soluções parciais, uma vez que são essas desigualdades atribuídas a certos grupos (mulheres, negros e negras, indígenas, imigrantes, LGBT’s, pessoas com necessidades especiais) que mantém o equilíbrio de um modo de produção fundado na desigualdade. É nesse sentido que surge a necessidade de compreender o que há por trás das opressões sofridas pelas mulheres, entendendo que o feminismo não pode ser compreendido como um movimento político autônomo que busca somente a igualdade de gênero a partir de mudanças morais na construção da autonomia feminina a partir de soluções individuais, como propõe Friedan (1971). Para a autora, a libertação da mulher se limita à sua busca pela própria identidade. Nesse sentido, modificar o pensamento e o comportamento das mulheres a partir da transformação da cultura e da educação é suficiente para atingir a finalidade da libertação, mesmo que essa possibilidade só exista para um número muito restrito de mulheres que possui diversos privilégios de raça e classe. Essa perspectiva moraliza uma questão que demanda uma análise materialista-histórica e uma ruptura dentro do modo de produção antes de se deter nos aspectos subjetivos. Isso não significa que estes aspectos não sejam relevantes, mas sim que eles são insuficientes para realizar uma análise completa e profunda sobre as questões feministas. Referências bibliográficas: DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Trad. Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016. FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: Mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2017. FRIEDAN, Betty. Mística Feminina. Trad. Áurea B. Weissenberg. Rio de Janeiro: Vozes Limitada, 1971. MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política; Livro I. Tradução de Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013. MONTENEGRO, ANA. Ser ou não ser feminista. Recife: Guararapes, 1981. SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. 3. Ed. – São Paulo: Expressão Popular, 2013. .............................................................................................................................................................. Em Curso divulga as pesquisas de pós-graduandas na filosofia para contribuir para a visibilidade das pesquisas de filósofas no Brasil. Quer publicar a sua pesquisa? Basta preencher o formulário. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #emcursofilósofas #filósofasbrasil #mulheresnapesquisaemcurso #feminismo #socialismo #identidade #produçao #capitalismo Asinformaçõessobreapesquisaeaimagemdivulgadasãoderesponsabilidadedaautoradapesquisa.
- Revista Seiscentos: Gênero, Feminismos e Filósofas do século XVII
É com alegria que tornamos público o volume inaugural da Revista Seiscentos, cujo eixo temático é Gênero, Feminismos e Filósofas do Século XVII! A Seiscentos é publicação eletrônica vinculada ao Programa de Pós-Graduação Lógica e Metafísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trata-se de uma revista de filosofia que pretende abrigar artigos, resenhas e traduções de temas, autoras e autores relacionados ao século XVII, além de interpretações contemporâneas dos mesmos. O periódico nasce do desejo de criar um espaço de divulgação para pesquisas que examinem a história da filosofia seiscentista com originalidade e rigor. Nasce também de uma postura ético-política de resistência aos universalismos e evidências perpetrados pelo cânone filosófico. Seu primeiro volume possui uma seção temática dedicada às mulheres na filosofia do século XVII e a debates de feminismo e gênero correlatos, bem como uma seção geral com artigos de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e estrangeiros que versam sobre discussões caras ao período histórico. Insere-se, portanto, num movimento mais amplo de resgate de pensamentos que sempre se fizeram presentes no horizonte filosófico, mas que foram silenciados pela imposição patriarcal. O volume completo pode ser acessado no link: https://revistas.ufrj.br/index.../seiscentos/issue/view/1813 SUMÁRIO Editorial Artigos Temáticos Poulain de la Barre's Socializing of the Cartesian Mind Lisa Shapiro Autoridade, paixão e a igualdade dos sexos em Poulain de la Barre Sacha Zilber Kontic Sobre Lady Masham e alguns pensamentos ocasionais sobre o cânone em filosofia moderna Tessa Moura Lacerda Le Philosophe, les Dames, des Lignes et des Angles David Rabouin O que Elisabeth da Bohemia perguntou a Descartes? Uma proposta de leitura da carta que inaugura a Correspondência Katarina Ribeiro Peixoto Puissance et pouvoir de la parole. Judith Butler au prisme de l’anthropologie spinoziste du langage Céline Hervet Tradução Cartas Filosóficas (Cartas XXX e XXXI) Margaret Cavendish Seção Geral Pascal, da reflexão geométrica à experiência do infinito Luís César Guimarães Oliva Latência e servidão voluntária: A oposição radical entre Espinosa e La Boétie Bruno Albarelli Spinoza’s argument for substance monism Jack Stetter Figurações proféticas e sínteses místicas: ensaio de mitografia em uma teologia política do seiscentos Fabiano Lemos e Ulysses Pinheiro Boa leitura!
- Djamila Ribeiro by/por Yara Frateschi: Brazilian Women Philosophers/Filósofas Brasileiras
Learn more about philosopher Djamila Ribeiro with philosopher Yara Frateschi Conheça mais sobre a filósofa Djamila Ribeiro com a filósofa Yara Frateschi Djamila Ribeiro holds a Master's Degree in Political Philosophy from the Federal University of São Paulo. She is Editor of the "Plural Feminisms" Collection and author of "Lugar de Fala", at Pólen Livros; "Who's Afraid of Black Feminism?" and "Little Antiracist Manual", both at Companhia das Letras. She is a columnist for the newspaper Folha de S. Paulo and considered by the BBC as one of the 100 most influential women in the world. She won the Jabuti Award in the Humanities category in 2020. Yara Frateschi is Professor of Philosophy at the Department of Philosophy of Unicamp, researcher at CNPq and co-editor of the Blog Women in Philosophy. The Brazilian Women Philosophers / Filósofas Brasileiras series is promoted by the Extending New Narratives in Philosophy and by the Brazilian Network of Women Philosophers. With curation by Carolina Araújo and Carmel Ramos, both at the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), the series invites intellectuals to present the ideas of prominent Brazilian Women Philosophers. Focused on the author's concepts and arguments, the videos intend to show the importance of reading her works and introducing them in the academic curriculum. Djamila Ribeiro é Mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo e coordenadora da Coleção Feminismos Plurais. É autora de "Lugar de Fala", pela Pólen Livros; "Quem tem medo do Feminismo Negro?" e "Pequeno Manual Antirracista", ambos pela Companhia das Letras. É colunista do jornal Folha de S. Paulo e considerada pela BBC como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo. Foi vencedora do Prêmio Jabuti na categoria Ciências Humanas em 2020. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0264546132857519 Yara Frateschi é professora livre docente do Departamento de Filosofia da Unicamp, pesquisadora do CNPq e coeditora do Blog Mulheres na Filosofia. https://www.blogs.unicamp.br/mulheresnafilosofia/ Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1917359676356798 A série Brazilian Women Philosophers / Filósofas Brasileiras é promovida pelo projeto internacional Extending New Narratives in Philosophy e pela Rede Brasileira de Mulheres Filósofas. Com curadoria de Carolina Araújo e Carmel Ramos, ambas da UFRJ, a série convida intelectuais a apresentarem as ideias das principais filósofas brasileiras. Centrados nos conceitos e argumentos da autora, os vídeos pretendem mostrar a importância da leitura de suas obras e de sua introdução no currículo acadêmico. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasorg #filosofasbrasil #djamilaribeiro #yarafrateschi #brazilianwomenphilosophers
- Novo verbete: Macrina
Macrina nasceu por volta de 327 em Cesareia, na Capadócia (leste da Ásia Menor), irmã mais velha de Basílio de Cesárea e de Gregório de Nisa. Após a morte de seu noivo, ela se retirou com sua mãe Emélia e alguns ex-criados para uma fazenda da família no rio Íris perto de Anesi, onde viveu uma vida de contemplação, oração e penitência. Gregório, que considerava Macrina uma mulher com formação teológica, desenvolveu uma espécie de biografia filosófica sobre a irmã, a principal fonte de informação sobre a vida e pensamento dela, Vida de Macrina. Esta obra abriga profundas discussões teológicas e filosóficas mantidas no encontro entre os irmãos nos últimos dois dias da vida de Macrina. Gregório entendeu a vida da irmã como um modelo a seguir. Ela “ascendeu à mais alta virtude humana por meio da filosofia” (VM 1.3). Macrina ensinou ao irmão sobre a imortalidade da alma, trouxe a dor da perda humana para o campo da pedagogia do espírito e argumentou sobre a virtude e os sacrifícios que ela implica. Neste verbete, Laura Carolina informa como Macrina concebia a alma é como essencialmente sem gênero, ao considerar uma igualdade espiritual entre homens e mulheres. Assim, a figura de Macrina representa uma alteração nos papéis usuais, tanto femininos quanto masculinos, uma vez que ela adota os dois tipos de papéis e assim os transforma (Cadenhead, 2018). Conheça a vida e o pensamento de Macrina neste verbete escrito pela professora da Universidade de Buenos Aires, Laura Carolina Durán. Assista aqui à entrevista com a autora do verbete.
- Evento: III Simpósio de Gênero e Diversidade
Essa semana tem o III Simpósio de Gênero e Diversidade, organizado pelo D'Generus! Não perca! Na Programação terá o GT 6: Gênero, Diversidade e Pensamento Filosófico, coordenado pelas membras da Rede e do GT de Filosofia e Gênero (ANPOF): Graziela Rinaldi da Rosa (FURG); Ilze Zirbel e Janyne Sattler (UFSC). O "III Simpósio de Gênero e Diversidade: de(s)colonizar o pensamento em tempos de pandemia" é uma plataforma para a discussão do momento histórico ora vivido, marcado pelo aprofundamento de desigualdades sociais, especialmente nos países do Sul global como o Brasil, tendo como analisadores questões de gênero e de diversidade humana. Ressaltamos que construímos esses objetos de estudo a partir de lógicas interseccionais, articulados com um amplo conjunto de marcadores sociais como classe, etnia/raça, sexualidade, contexto centro-periferia, etc. Ainda, nosso grupo de pesquisa tem caráter interdisciplinar e, por conseguinte, este evento apresenta e defende a interdisciplinaridade no que tange a discussão de questões de gênero e de diversidade humana. Nesta terceira edição, em consonância com as orientações da OMS, o Simpósio ocorrerá mediado pela Internet, por meio de plataformas digitais, sendo totalmente online. No que tange à apresentação de estudos, serão priorizados estudos/pesquisas em andamento ou concluídas, mas que tenham resultados ou implicações metodológicas que fomentem o debate em seu campo. Site do evento: https://www.even3.com.br/3simposio2021/
- Arte e Poesia é tema de mesa no Encontro do GT Filosofia e Gênero/ANPOF
No Encontro do GT Filosofia e Gênero da ANPOF (8 a 12 de Novembro) teremos o GT "Arte e Poesia", que ocorrerá na quinta-feira (11), na modalidade on line, transmitido ao vivo pela Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, no You Tube. O encontro é organizado por professoras pesquisadoras sobre Gênero e Filosofia que compõem o GT da ANPOF. Na programação a Profa Dra Graziela Rinaldi da Rosa/FURG estará mediando os trabalhos no GT sobre arte e poesia, que apresentam reflexões instigantes e relevantes para a Filosofia. A partir de teorias e produção científica de filósofas negras, um dos trabalhos escrito por se propõe a problematizar o Blues como instrumento de emancipação feminina, nos provocando a pensar se é possível perceber entre as comunidades negras, acepções de liberdades desiguais entre homens e mulheres? Quando trata de mulheres negras e negros LGBTQIA+, como se processa a liberdade? No encontro também será possível conhecer mais sobre o "tempo e a palavra poética em María Zambrano", um trabalho escrito por Solange Costa, que nos provoca a pensar sobre a "reparação do tempo não vivido" e a contribuição das mulheres na Filosofia. Também, Raquel Rocha irá problematizar a dança do ventre e o cuidado de si, como uma estética da existência feminista. Link da transmissão: https://youtu.be/U6UyQeDgxLg
- Mulheres que leem mulheres: Sarah Bonfim lê Mary Wollstonecraft
Neste sábado (6/11), lançamos mais um vídeo do projeto "Mulheres que leem mulheres", parceria entre a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e o Laboratório Filosofias do Tempo do Agora (Lafita/UFRJ), no qual pesquisadoras brasileiras apresentam filósofas e teóricas das Ciências Humanas com o objetivo de ampliar a visibilidade do trabalho de mulheres para a comunidade acadêmica. No décimo sétimo vídeo da série, prosseguimos com os lançamentos da nossa chamada pública. Nele, a doutoranda Sarah Bonfim (UNICAMP) apresenta a filósofa inglesa Mary Wollstonecraft.
- Entrevista com Laura Carolina Durán sobre Macrina
Na próxima quarta-feira (10/11) nossa editora Carolina Araújo vai entrevistar Laura Carolina Durán, autora do verbete "Macrina", que será lançado em nosso blog. A conversa será às 18h em nosso canal! https://www.youtube.com/watch?v=ZrcsvjdqIOY
- Minicurso "Democracia e patriarcado: A dualidade entre público e privado"
Olá! Mais novidade por aqui! Chegando o Minicurso "Democracia e patriarcado: A dualidade entre público e privado", com a Profª. Alana Karoline Fontenelle Valente. Vamos analisar o papel das democracias modernas, discutindo as configurações históricas da dicotomia público/privado, considerando seus significados a partir de uma perspectiva de gênero e situando abordagem teórica que discute o papel do gênero dentro das democracias.











