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- Técnica e Alteridade: Novas Tecnologias da Comunicação e a Hermenêutica Filosófica de Gadamer
PAULA FURTADO GOULART (UNB) paulie.goulart@gmail.com http://lattes.cnpq.br/2446016925105012 Tese de doutorado Orientador: Marcos Aurélio Fernandes Data prevista de defesa: 03/03/2022 Fonte da imagem: https://img.rawpixel.com/s3fs-private/rawpixel_images/website_content/k-9-ka-108.jpgw=800&dpr=1&fit=default&crop=default&q=65&vib=3&con=3&usm=15&bg=F4F4F3&ixlib=js-2.2.1&s=b3a7aded3b16c71a4e3b2244d60c7281 As novas tecnologias da comunicação têm transformado o nosso modo de vida e, especialmente, a forma pela qual nos relacionamos e nos comunicamos. Este projeto de pesquisa tem como objetivo geral investigar os impactos das novas tecnologias de comunicação no diálogo e na lida com a alteridade, a partir da hermenêutica filosófica de Gadamer. O diálogo é a forma pela qual a linguagem, enquanto médium, entra em movimento. Em outras palavras, é no diálogo que linguagem se torna, efetivamente, uma força criativa que se sustenta das interações sociais. Além de ser o momento em que o mundo significativo pode emergir, o diálogo também é o momento em que há a oportunidade de se ampliar os horizontes de conhecimento dos interlocutores, por meio do contato com a alteridade e com o ponto de vista que ela tem a oferecer. Em outras palavras, o diálogo é o momento genuíno em que se cria a oportunidade de se ser modificado pelo o que o outro tem a dizer. A alteridade é uma forma de termos acesso à verdade, a um conhecimento que antes não detínhamos. Nesse sentido, a alteridade é peça fundamental no conceito gadameriano de compreensão, tendo em vista que atua como uma instância de retificação ou de reiteração dos projetos de significado, isto é, dos horizontes individuais de compreensão. Em suma, o diálogo é um conceito relacional que interliga linguagem, alteridade e compreensão. Se mostra assim como uma categoria essencial para se pensar a hermenêutica filosófica de Gadamer, especialmente, em relação à comunicação. Apesar de classicamente a hermenêutica ser a arte da interpretação, em última análise, é a reflexão de como compreendemos, isto, é de como comunicamos. As novas tecnologias da comunicação vêm se infiltrando em todos os âmbitos a vida. Educação, trabalho, lazer, alimentação, segurança, relacionamentos interpessoais, consumo: tudo passa por algum tipo de tecnologia nova. Não se trata apenas de mais uma tecnologia à nossa disposição: trata-se de uma forma de relacionamento que co-determina sujeito e objeto. Em outras palavras, as novas tecnologias da comunicação modificam o nosso modo humano de viver. E isso parece ser um passo irretratável. Contudo, as novas tecnologias da comunicação, apesar de serem conhecidas por conectarem as pessoas, não propiciam, efetivamente, um momento dialogal autêntico, conforme a acepção gadameriana do termo. A rapidez e o acesso na troca de informações não significam propriamente comunicação. Na comunicação por meio das novas tecnologias da comunicação não há o constrangimento de estarmos perante outra presença, que nos faz tender a sermos mais educados e responsáveis no que dizemos. Nas novas tecnologias da comunicação há sinais e imagens da presença ao invés da presença propriamente dita. É mais comum haver um monólogo público compartilhado ao invés do diálogo autêntico, em que deve haver a correspondência dialética entre o que se diz e o que se responde e em que deve haver a abertura para a alteridade. A tendência do digital, em verdade, é ao isolamento, o que acarreta não apenas a perda na quantidade de oportunidades para a interação presencial, mas também a perda na qualidade na comunicação, que ocorre seja no âmbito presencial, seja no âmbito digital. Ante todo o contraste entre a perspectiva gadameriana de diálogo e comunicação e o novo modo humano de se relacionar e de se comunicar, moldado pelas novas tecnologias da comunicação, esta pesquisa busca investigar os impactos e as consequências dessa nova forma de vida humana. .............................................................................................................................................................. A coluna Em Curso divulga as pesquisas de pós-graduandas na filosofia para contribuir para a visibilidade das pesquisas de filósofas no Brasil. Quer publicar a sua pesquisa? Basta preencher o formulário. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #emcursofilósofas #filósofasbrasil #mulheresnapesquisaemcurso #feminismo #mododeprodução #socialismo #autoras As informações sobre a pesquisa e a imagem divulgadas são de responsabilidade da autora da pesquisa.
- Novo verbete - Rosa Luxemburgo
O capitalismo é intrinsecamente produtor de desigualdade de classe, de raça, de gênero, é o que denuncia a primeira teórica marxista a analisá-lo como sistema global: Rosa Luxemburgo (1918-1919). Autora de clássicos sobre a economia e a filosofia política, ela foi crítica à crença marxista no progresso, argumentando por uma concepção indeterminada da história em que a criatividade das massas seria o motor para formas sociais mais igualitárias. Sabendo unir teoria e prática de modo singular, ela exercitou a forma de vida filosófica em fusão com a natureza orgânica que acreditava ser a base para uma real revolução. Conheça mais sobre essa pensadora fascinante no verbete escrito por Isabel Loureiro para o Blog Mulheres na Filosofia clicando aqui. Assista também aqui à entrevista feita com a autora do verbete no dia 20 de janeiro de 2021. Isabel Loureiro é professora aposentada do Departamento de Filosofia da UNESP. Ela organizou e traduziu vários volumes da obra de Rosa Luxembrugo para o português, além de ter publicado extensamente sobre as suas ideias. É ex-presidente (2003-2011) e atual colaboradora da Fundação Rosa Luxemburgo.
- Olympe de Gouges e os direitos da mulher e da cidadã: Telma Birchal na Cátedra Unesco-UFMG/DRI
Amanhã, 21/01, às 14:00hs, Telma Birchal, professora do Departamento de Filosofia da UFMG, fala sobre Olympe de Gouges (1748-1793) e os direitos da mulher e da cidadã no canal YouTube do DRI UFMG. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #filosofasbrasil #telmabirchal #olympedegouges
- ‘𝐅𝐢𝐥o 𝐅𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬: 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐮𝐥𝐚𝐫 𝐞 𝐨 𝐮𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬al'
Você conhece a professora 𝐃𝐫𝐚. 𝐘𝐚𝐫𝐚 𝐅𝐫𝐚𝐭𝐞𝐬𝐜𝐡𝐢? Ela é filósofa com graduação, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e professora livre-docente de Ética e Política na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Yara também é pesquisadora visitante na Columbia University (2000), na ENS de Paris (2006) e na Yale University (2015). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente em temas vinculados à relação entre Ética e Política, Filosofia Política e Teoria Crítica. Co-editora do Blog Mulheres na Filosofia e editora em exercício dos Cadernos de Filosofia alemã: crítica e modernidade. No dia 2 de março, às 18h30, a aula inaugural ‘𝐅𝐢𝐥𝐨𝐬𝐨𝐟𝐢𝐚𝐬 𝐅𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬: 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐮𝐥𝐚𝐫 𝐞 𝐨 𝐮𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐚𝐥’, do curso de 𝐀𝐩𝐞𝐫𝐟𝐞𝐢ç𝐨𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞𝐦 𝐅𝐢𝐥𝐨𝐬𝐨𝐟𝐢𝐚 𝐅𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚, será com ela. Inscrição para o curso acessar: https://www.aspensadoras.com.br/cursos/i-aperfeicoamento-em-filosofia-feminista Nossas aulas inaugurais são gratuitas e abertas ao público. Acesse nosso canal no youtube e ative o sino para receber a notificação: https://www.youtube.com/channel/UCjW9q4BnKjOXxhIrc4zMs4A Vem com a gente! 📚
- Lançamento Políticas da Resistência: homenagem à María Lugones.
Evento Lançamento Políticas da Resistência: homenagem à María Lugones. Inscrições participações via zoom: https://linktr.ee/epistemologiasfeministas Info: epistemologiasfeministas@gmail.com, instagram - @epistemologiasfeministas e-book disponível para leitura: https://www.fundarfenix.com.br/60-políticas-de-resistência Data: 08/02/2021 Mesa 1 - Abertura (14:00 – 14:30) Dra. Caroline Marim (PUCRS/UFPE) Dra. Susana de Castro (UFRJ) Mesa 2 - Conversa com as autoras (14:30 – 16:00) Dra. Maria Clara Dias (UFRJ) Dra. Hourya Bentouhami-Moluno (Universidade de Toulouse-Jean-Jaurès) Doutoranda Raísa Inocêncio (Universidade de Toulouse-Jean-Jaurès) Mesa 3 - Conversa com as autoras (16:30 – 18:00) Dra. Claudia de Lima Costa (UFSC) Dra. Karina Bideseca (UBA e UNSAM) Mesa 4 – Mesa de encerramento (19:00-21: 00) Gabriela A Veronelli (Binghamton University) Dr. Joshua M. Price (Binghamton University)
- Neutralidade na ciência e injustiça epistêmica
Devido ao preconceito de gênero, o testemunho de mulheres e de outras epistemologias não eurocêntradas não são levadas a sério. "Primeiro, uma injustiça por causa da falta de reconhecimento epistêmico que prevalece na manutenção de estruturas epistêmicas dominantes. Segundo, é comum nas instituições de ensino superior que coalizões, alianças e relações interpessoais estabelecidas nos valores epistêmicos “tradicionais” sejam constituídas como opressão epistêmica ou social e política. E terceiro, isso implica a perda do poder da mulher como agente epistêmico, negando sua autoridade, suas narrativas e afetividades." Quer saber mais sobre injustiça epistêmica? Caroline Marim e Susana de Castro debatem sobre o tema no artigo "Neutralidade e injustiça epistêmica" na coluna Feminismos do Le Monde Diplomatique Brasil. Leitura imperdível!! Não há feminismo consistente sem revisão epistemológica dos canônes androcêntricos a que fomos submetidas.
- Ecofeminismo e epistemologia: Emma Siliprandi agora em nosso canal
Nessa primeira aula sobre Ecofeminismo e epistemologia, Emma Siliprandi discute os diferentes movimentos feministas e agroecológicos, bem como a sua interface. Ela apresenta os conceitos de gênero, divisão sexual do trabalho, patriarcado e interseccionalidade, argumentando pelo protagonismo feminino no desenvolvimento de uma ética do cuidado e da sustentabilidade ambiental. A aula conta com a moderação da professora Rita Machado (UEA). Emma Siliprandi é Engenheira Agrônoma, Mestre em Sociologia, Doutora em Desenvolvimento Sustentável (Universidade de Brasília, Brasil/Universidad de Valladolid, Espanha).Desde 2011 é coordenadora do Módulo de Gênero do Curso de Mestrado/Doutorado em Agroecologia da Universidad Internacional de Andalucía (Espanha). Atualmente é oficial de agricultura da FAO, onde é responsável pelo secretariado da Iniciativa de Ampliação da Agroecologia, em conjunto com outros parceiros das Nações Unidas. CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/6403628624406517 #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasorg #filosofasbrasil #emmasiliprandi #ecofeminismo
- Assédio sexual na universidade: um problema incontornável?
"Se todo texto político é escrito para alguém e contra alguém, apostamos que esse possa despertar alguma fagulha de consciência naqueles que ainda não se deram conta de que certas falas ou gestos corporais são constrangedores ou mesmo agressivos para uma mulher que esteja em situação hierarquicamente inferior na academia: a aluna. Apostamos, também, em despertar nas alunas a consciência de que já possam ter sofrido assédio sexual ou que possam vir a sofrer e em incitá-las a uma possível reação à altura da gravidade do ocorrido". "Não é fácil, nem simples escrever esse texto. Tampouco o é vivenciar ou presenciar o assédio. Calar-se seria uma alternativa sufocante. Talvez falar sobre o assédio não seja a solução para o sofrimento das assediadas, nem cesse completamente o próprio assédio. Talvez alguns homens se sensibilizem com essas palavras e passem a vigiar e a conter mais suas falas e gestos quando tomados por algum desejo sexual diante de uma aluna. Talvez passem a sentir o mesmo desconforto de que falamos ao presenciar uma situação de assédio por parte de um colega. Talvez as alunas passem a ter mais coragem de responder à altura diante do assédio ou encontrem algum refúgio e acolhimento de seu sofrimento em outras alunas e professoras, e até mesmo entre professores sensibilizados com relação a esse tipo de injustiça. O que não podemos é assumir que o assédio seja um problema incontornável". Texto de Juliana Aggio e Silvana Ramos agora publicado no Le Diplomatique: https://diplomatique.org.br/assedio-sexual-na-universidade-um-problema-incontornavel/
- Mulheres na Filosofia Entrevistas: Rosa Luxemburgo por Isabel Loureiro
O Blog Mulheres na Filosofia começa 2021 divulgando um novo verbete, sobre Rosa Luxemburgo. O texto foi escrito por Isabel Loureiro. Para o lançamento dessa novidade, a editora Yara Frateschi convida Isabel para uma conversa sobre a obra e a vida de Luxemburgo. A entrevista será na quarta-feira (20/1) às 18 horas no Canal do YouTube do Blog. Esperamos por vocês.
- Lógica e Representatividade
Desde o dia 14 de janeiro de 2019 comemora-se, sob os auspícios da UNESCO, o Dia Mundial da Lógica para "incentivar a compreensão pública da lógica e suas implicações para a ciência, tecnologia e inovação." Inúmeros eventos ocorrem durante o dia ao redor do mundo todo (veja os casos de Peru e México - para exemplos de eventos em países de fala espanhola, e este, em que a filósofa da lógica brasileira Catarina Dutilh Novaes fará a apresentação de seu mais novo livro). No Brasil, dentre muitos outros (como este, por exemplo), as Lógicas Brasileiras organizam uma série de vídeos e uma conversa sobre Lógica e Representatividade, que serão transmitidos pelo canal de YouTube da Sociedade Brasileira de Lógica (SBL). Mais informações no site do Lógicas Brasileiras.
- A guerrilha das Filósofas
Se o ano de 2020 foi um ano a ser esquecido e relembrado, o dossiê 2020: uma revisão (revista Cult), organizado por Carla Rodrigues, trata muito bem desse paradoxo, elencando motivos de luto e motivos de orgulho. A guerrilha das Filósofas foi, certamente, motivo de orgulho, ou como disse Carla na apresentação do dossiê: "Foi um ano de guerrilha, aqui entendida como estratégia cotidiana de driblar o fim do mundo. Por isso, o dossiê se encerra com uma lufada de ar fresco soprada por Juliana Aggio, com a narrativa de como nós, mulheres filósofas, tomamos a cena pública num campo acadêmico marcado por exclusões de gênero, raça e classe. Fim e recomeços." De fato, foi um ano de guerrilha. Como escrevi no texto A guerrilha das Filósofas: "Em 2020, houve uma explosão de eventos organizados por mulheres e sobre mulheres filósofas: 108 encontros virtuais, 28 cursos, 42 publicações e 9 entrevistas". Assim, "com as obras filosóficas nas mãos e a ousadia de dizer o que pensam, as mulheres marcam um desvio na curva da história filosófica feita por homens e para homens". E que venham mais anos de guerrilha, pois que "se as Guerrilla Girls disseram em alto e bom som “ao menos os museus não discriminarão mais mulheres e artistas marginais!”, as Guerrilla Filósofas, em breve, poderão dizer sem receio: ao menos a academia não poderá mais apagar e excluir as mulheres filósofas". Segue o link para adquiri o dossiê impresso ou em pdf: https://revistacult.uol.com.br/home/categoria/edicoes/265-uma-revisao-2020/
- Que essa vagina proporcione, ao menos, um potencial mediano de reflexão sobre o machismo estrutural.
https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/eliane-brum-a-vagina-que-interrompeu-a-farra-bolsonarista-e-salvou-o-reveillon-do-brasil.html











