GT FILOSOFIA E GÊNERO
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- Amy Allen e as reconciliações do feminismo
“A contribuição de Allen para a Teoria Crítica feminista concentra-se sobretudo em reflexões sobre subjetivação em um percurso marcado por projetos interdisciplinares que desafiam as fronteiras entre perspectivas epistemológicas rivais.” (Ingrid Cyfer e Felipe Gonçalves Silva) No verbete Amy Allen e as reconciliações do feminismo, Ingrid Cyfer e Felipe Gonçalves Silva analisam as principais obras da autora para mostrar que a sua teoria se constrói pela tentativa de integrar visões tradicionalmente conflitantes, na busca de uma abordagem teórica feminista e crítica que seja capaz de dar conta dos desafios contemporâneos. Juntando perspectivas aparentemente irreconciliáveis, Allen coloca em conversa o feminismo radical de Carole Pateman, com a ética do cuidado de Carol Gilligan e o feminismo liberal de Susan Okin; a teoria da performatividade de Judith Butler, com a teoria da ação de Hannah Arendt e a concepção de self de Seyla Benhabib; a crítica decolonial com a teoria critica de Adorno e genealogia de Foucault. Leia aqui. E uma vez que a teoria crítica precisa da psicanálise, como Allen defende veementemente, também vale colocar em diálogo Axel Honneth com Melaine Klein! Quer embarcar nessa conversa de muitas vozes? Corre lá para ler o verbete Amy Allen e as reconciliações do feminismo escrito especialmente para o Blog Mulheres na Filosofia. Ingrid Cyfer é Professora do Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo UNIFESP) e Felipe Gonçalves Silva é Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS)
- Mulheres que leem mulheres: Ana Emília Lobato lê Octavia Butler e Grada Kilomba
Dando continuidade ao projeto "Mulheres que leem Mulheres", uma parceria da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas com o Laboratório Filosofias do Tempo do Agora(Lafita/UFRJ) , publicamos hoje nosso quarto vídeo no canal do Youtube da Rede. A cada 15 dias, sempre aos sábados, pesquisadoras brasileiras apresentarão filósofas com o objetivo de ampliar a visibilidade do trabalho de mulheres na filosofia. No segundo quarto da série, a pesquisadora Ana Emília Lobato(UFRJ) apresenta a escritora americana Octavia Butler e a filósofa portuguesa Grada Kilomba.
- A ÉTICA DA ALTERIDADE A PARTIR DE MARTIN BUBER E A VIVÊNCIA DOS INDIVÍDUOS NA SOCIEDADE NEOLIBERAL
SUELLEN LIMA DE BRITO (UFPA) suellenlima_hp@hotmail.com http://lattes.cnpq.br/3558386221302707 Dissertação de mestrado Data prevista para defesa: 14/02/2022 Fonte da Imagem: https://contemporarycondition.blogspot.com/2012/03/lester-spence-johns-hopkins-university.html?m=1 A pesquisa visa analisar como se dá a ética da alteridade proposta pelo filósofo Martin Buber (1878-1965), em sua obra principal intitulada Eu e Tu (1923), na qual apresenta as duas palavras-princípios que fundamentam nossa existência e são inerentes à condição humana, a saber: o Eu-Tu e o Eu-Isso, o primeiro apresenta-se como um relacionamento dialógico, um encontro entre dois sujeitos mutuamente, em caráter ontológico, e o segundo como um relacionamento monológico, baseado em experiências e na utilização de indivíduos como meros objetos, com um caráter objetivante. O mundo é duplo para o homem, pois ele vive entre essas dualidades em seu ser, o homem profere as palavras-princípios em sua vida de acordo com a relação que deseja estabelecer. É de sua inteira responsabilidade a escolha sobre a relação que irá ocorrer. Diante disso, o mundo do Isso, se invadir e orientar as formas dos homens relacionarem-se, leva-os à perdição. Apesar de todos os indivíduos possuírem a necessidade do diálogo, de uma relação verdadeira, é notável que os homens estejam gradativamente imersos em seu próprio ego e sucumbindo ao mundo do Isso. Uma vez que essas palavras-princípios são inerentes aos homens e agem como duas consciências vivas em seu ser, é necessário haver um equilíbrio entre elas para que a vivência do indivíduo não se desestabilize. No entanto, o que ocorre de fato é justamente o desequilíbrio a favor do Isso sobre o Tu, que constitui a mais prejudicial maneira de desequilíbrio. O homem mais frágil socialmente é aquele cujas relações em sua maioria dão-se de maneira objetivante, e é nesse homem que Buber e outros autores contemporâneos debruçaram-se, a fim de explicitar por meio de análises categóricas como esse nível de impessoalidade edificou-se. Nosso objetivo é compreender as esferas da ética da alteridade, o quanto estamos nos desvinculando drasticamente das relações interpessoais e como a subjetividade está sendo alienada e subvertida pelo sistema econômico da sociedade ocidental, o neoliberalismo, que modifica as raízes de como nos relacionamos uns com os outros. Mas especificamente, pretende-se discutir e compreender o processo de transformação, que ocorre etapa a etapa. Esse processo é gradual, de modo que quando a transformação está estabelecida aqueles que não se deram conta das estratégias veladas de cada etapa, surpreendem-se e, por conta disso, encaram-na como algo espontâneo e avassalador. É possível afirmar que o mundo do Isso preconizado por Buber tornou-se vigente no contexto da era neoliberal. Pois, nesse contexto, observa-se a coisificação - mercantilização das relações em nome do sucesso do capital - onde sujeitos são explorados e instigados a estabelecer relações monológicas, além de viver em ambientes permeados pela semente da competição, aprofundando o individualismo contemporâneo sucumbindo em seu interior ao mundo do Isso, o que resulta em vazio e desamparo. A sociedade neoliberal objetifica os sujeitos retirando sua humanidade, transformando-os em meras “peças” a serem encaixadas na roda do capital para a obtenção de lucro, desmantelando o ser humano de maneira epistemológica, social, econômica e cultural, subvertendo-o a um capital humano de interesses que é, além de tudo, cooperativo (consciente e inconscientemente) para a manutenção do sistema. Desse sistema emanam diversos ataques à esfera social e efeitos dramáticos na vivência dos sujeitos, que tratam-se de uma nova ‘roupagem’ para mais um modo de controle sobre a vida dos governados. O sujeito inserido no sistema neoliberal vive apenas relações coisificadas, mercantilizadas, onde não ocorre o encontro atual entre homens baseado em mutualidade, ao contrário, o contato é instrumentalizado, programado e em níveis que, de certa forma, ocorrem como o sistema deseja que aconteça. Assim, o capital aproveita-se da nossa distração e competição uns com os outros para continuar se reproduzindo e subverter nossa liberdade individual em seu produto. Portanto, o regime neoliberal é dado pelo esgotamento da psique. Diante disso, é necessário ao indivíduo livrar-se das amarras do individualismo instigado e legitimado pelo sistema econômico, a fim de restabelecer a ética da alteridade e as relações autênticas da presença do Tu, restabelecendo assim o equilíbrio entre o mundo do Tu e do Isso, para uma vivência saudável. Isso, no entanto, não será de fácil resolução, pois como iremos aprofundar neste estudo, o poder psicológico de controle na era neoliberal é de natureza estratégica alienando o sujeito em sua essência e na percepção de si, transformando-o nesse capital humano e na ‘peça’ que se encaixa em uma engrenagem. Resta-nos, então, permanecer em alerta, redirecionar nosso espírito de volta a alteridade, procurar a saída dentro desse poder do sistema e resistir à coisificação e desumanização vigente. BUBER, Martin. Eu e Tu. Tradução do alemão, introdução e notas por Newton Aquiles Von Zuben. São Paulo: Centauro, 2001. .............................................................................................................................................................. A coluna Em Curso divulga as pesquisas de pós-graduandas na filosofia para contribuir para a visibilidade das pesquisas de filósofas no Brasil. Quer publicar a sua pesquisa? Basta preencher o formulário. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #emcursofilósofas #filósofasbrasil #mulheresnapesquisaemcurso #Buber #alteridade #neoliberalismo #sociedade As informações sobre a pesquisa e a imagem divulgadas são de responsabilidade da autora da pesquisa.
- Live - Narrativas Situadas: construção de uma epistemologia afetiva
Amanhã a coordenadora do Grupo de Pesquisa Epistemologias, Narrativas e Políticas Afetivas CNPq/PUCRS Caroline Marim participará do Conversações Filosóficas. Quem quiser conhecer mais o projeto de pesquisa em epistemologia social feminista e um pouco mais de como colocamos em prática nossa proposta é uma excelente oportunidade. Todes convidades!! Para acessar: https://www.youtube.com/watch?v=67RJPHzY9tU&feature=youtu.be&fbclid=IwAR35Dyn-5mBunjcsUM5LAUE2jcXs5y5PkmCBWy0zHPSRicsOxpEGgrvYUeI
- Coronavirus in Brazil: anticapitalist reflections
According to Karl Marx, in the last chapter of Capital- Volume one, capital is a relation, it is not a thing, it is a certain specific type of relation, intermediated by things[1]. Capital is a relation of exploitation in which holders of means of production employ people who have nothing but their labor power to sell in the market. In the capital relation, workers always produce a good of greater value than his own salary, appropriated by capitalists. Silvia Federici expands this vision, going back to primitive accumulation of capital. For the author, capital is built as a system of class, race and gender oppressions (among others). Beyond exploitation of salary, capitalism is established to make profit no matter how, and it includes gender and race oppressions. Gender oppression was formed as a result of a new sexual division of labor built during primitive accumulation. According to this division women bodies should be controlled by state and men mainly for reproduction and care of workforce. Myth of femininity is inside this. On the other hand, racism was created together with slavery of black and indigenous people. That was implemented including in legislation which conferred white supremacy against black people. Those divisions inside workforce are very interesting for capitalists and constitute this mode of production. Describing a bit political context before Coronavirus in Brazil. Bolsonaro’s election in 2018 was a real drama in Brazil. There are a lot of reasons which motivated people vote for Bolsonaro. First reason was disappointment of many with Labor Party, involved in several corruption scandals. Some people were truly against corruption, but others were expecting an opportunity to be against labor party since they hated (and here the word is hate) affirmative and inclusive polices. Some of those people hated the fact real wages were higher and their domestic employees were too expensive, they hated the fact they were taking flights, for instance, with poor people and hated affirmative and inclusive polices, such as racial quotas in public universities. Another number of people who voted for Bolsonaro were very religious (here it is important to notice many religious leaders were in campaign for Bolsonaro). Several people in Brazil are religious, many of them have such a hard life that religion is a scape. Others who voted for Bolsonaro were ultra-conservative people, we could say fascists, with a mix of hate against institutional policy and corruption, love for nationality, for patriarchal family, intolerance and aggressiveness against opposition. It is remarkable to point out Brazil has a horrible history of colonial past based on slavery, torture and genocide, we could say holocaust of indigenous and black people. Our Republic seems to continue this history, once black people in Brazil keep being victim of constant human rights violations, executions and imprisonments (There are more than 40.000 murders in Brazil per year, the majority black, male and poor). Every 23 minutes a black person is murdered in Brazil[2]. Conduction of Coronavirus crises by Bolsonaro has been chaotic. He is contrary to social isolation recommended by World Health Organization. His official speech is this virus is a "little flu" and we should not stop economy, once there will be more people dying due to unemployment. Then, he openly defends the end of people isolation, even though some will die, because he says economy and employment are more important. His speech against World Health Organization has made him lose a lot of his political support, but he has recovered it due to government aid to unemployed people. This help was not planned by Bolsonaro, but was made mainly by congress. Nevertheless, Bolsonaro has gained fame among poor people. So, beyond ultra-conservative people who think economy must not stop due to the virus, even though some will die, some poor people are supporting him because of government aid. Although history of Brazil is one of continuous violation of institutional laws, they seem to be violated faster since Dilma's impeachment in 2016 (taking period from the end of military dictatorship till now). We don't know what can take place in Brazil, considering many military in power through Bolsonaro, a huge economic crises, massive unemployment and an incredible high number of deaths due to coronavirus. Taking in account Marx and Silvia Federicis’s thoughts, capital is many oppression relations such as class, race and gender. Fascism or Nazism is just its worst face. If we are inside a system of oppressions named capitalism, it seems human life is not the goal of system, on the contrary, profits no matter how are system target. This combination of oppressions named capital seems to demand a united response of all oppressed people, nevertheless, it is not easy to build. Although Bolsonaro has 38% of support[3], there are at least 30 impeachment requests in Congress, national and international manifests against him, but the most inspiring manifestations came from streets where organized football fans, the majority black and poor, were risk their lives to defend the rest of democracy we have. Those examples of struggles seem to be an exit to build an united and international fight against system of oppressions named capitalism. [1]Marx, 1867, p.543: “First of all, Wakefield discovered that in the Colonies, property in money, means of subsistence, machines, and other means of production, does not as yet stamp a man as a capitalist if there be wanting the correlative – the wage-worker, the other man who is compelled to sell himself of his own free will. He discovered that capital is not a thing, but a social relation between persons, established by the instrumentality of things”. [2]Ribeiro, Djamila, 2019, p.94. [3]https://exame.cm/brasil/exame-ideia-aprovacao-de-bolsonaro-segue-em-38/ Coronavírus no Brasil: reflexões anticapitalistas Tradução de Márcia Fontes (mestre em filosofia pela Unicamp e doutoranda em filosofia pela UFRN). Revisão de Daniel Santos. De acordo com o que Karl Marx nos mostra no último capítulo d’O Capital -Livro 1, o capital não é uma coisa, é uma relação, um tipo específico de relação intermediada por coisas[1]. O capital é uma relação de exploração em que os detentores dos meios de produção empregam pessoas que não têm nada além de sua força de trabalho para vender no mercado. Na relação de capital, os trabalhadores sempre produzem um bem de valor superior ao seu próprio salário, que é apropriado pelos capitalistas. Silvia Federici expande esta visão voltando ao processo de acumulação primitiva de capital. Para a autora, o capital é estruturado como um sistema de opressões de classe, raça e gênero (entre outras). Além da exploração do salário, o capitalismo é estabelecido para obter lucro, não importa como, e isto inclui opressões de gênero e raça. A opressão de gênero foi formada como resultado de uma nova divisão sexual do trabalho construída durante a acumulação primitiva. De acordo com esta divisão, os corpos das mulheres deveriam ser controlados pelo Estado e pelos homens principalmente para a reprodução e cuidado da força de trabalho. O mito da feminilidade foi forjado a partir desse processo. Por outro lado, o racismo foi criado juntamente com a escravidão de pessoas negras e indígenas, sendo implementado, inclusive, na legislação que conferia supremacia aos brancos e brancas contra negros e negras. Essas divisões dentro da força de trabalho são muito interessantes para os capitalistas e são constitutivas desse modo de produção. Descrevendo um pouco o contexto político no Brasil antes do novo Coronavírus: A eleição de Bolsonaro em 2018 foi um verdadeiro drama no Brasil. Foram muitas as razões que motivaram as pessoas a votar em Bolsonaro. O primeiro motivo foi a decepção de muitos com o Partido dos Trabalhadores, envolvido em vários escândalos de corrupção. Algumas pessoas eram verdadeiramente contra a corrupção, mas outras esperavam uma oportunidade para “livrarem-se” do Partido dos Trabalhadores, pois odiavam (e aqui a palavra é ódio) políticas afirmativas e inclusivas. Algumas dessas pessoas odiavam o fato de os salários reais terem ficado mais altos e o trabalho das empregadas domésticas ter se tornado mais caro, odiavam o fato de pessoas pobres, por exemplo, agora poderem andar de avião e odiavam políticas afirmativas e inclusivas, como as cotas raciais nas universidades públicas. Outro contingente de pessoas que votou em Bolsonaro era composto de religiosos (aqui é importante notar que muitos líderes religiosos fizeram campanha em prol de Bolsonaro). Muitas pessoas no Brasil são religiosas, muitas delas têm uma vida tão difícil que a religião lhes serve como uma fuga. Outros que votaram em Bolsonaro eram ultraconservadores, poderíamos dizer fascistas, com uma mistura de ódio contra a política institucional e corrupção, amor pela nacionalidade, pela família patriarcal, intolerância e agressividade contra a oposição. É importante apontar que o Brasil tem uma história horrível de um passado colonial baseado na escravidão, tortura e genocídio, poderíamos dizer, um holocausto de pessoas indígenas e negras. Nossa República parece dar continuidade a essa história, uma vez que pessoas negras no Brasil continuam sendo vítimas de constantes violações de direitos humanos, execuções e prisões (São mais de 40.000 assassinatos no Brasil por ano, a maioria composta de negros, homens e pobres). A cada 23 minutos uma pessoa negra é assassinada no Brasil[2]. A condução da crise do Coronavírus pelo governo Bolsonaro tem sido caótica. Ele manifestou-se contrário ao isolamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Seu discurso oficial é que esse vírus é uma "gripezinha" e não devemos parar a economia, pois haverá mais gente morrendo por causa do desemprego. Ademais, ele defendeu abertamente que as pessoas saíssem do isolamento, mesmo que isso as colocasse sob risco de vida, porque, segundo ele, a economia e o emprego são mais importantes. Seu discurso contra a Organização Mundial da Saúde o fez perder muito de seu apoio político, mas ele o recuperou devido ao auxílio financeiro do governo prestado aos desempregados. Tal auxílio, no entanto, não foi planejado pelo governo Bolsonaro, mas foi feito principalmente pelo Congresso. Porém, Bolsonaro ganhou fama entre pessoas pobres. Portanto, além dos ultraconservadores que acham que a economia não deve parar por causa do vírus, mesmo que alguns morram, pessoas de baixa renda o estão apoiando por causa do auxílio financeiro recebido pelo governo. Embora a história do Brasil seja de contínua violação das leis institucionais, elas parecem estar sendo infringidas mais rapidamente desde o impeachment de Dilma em 2016 (levando em consideração o período desde o fim da ditadura militar até agora). Não sabemos o que pode acontecer no Brasil, considerando a ampla presença de militares no poder através de Bolsonaro, uma enorme crise econômica, desemprego em massa e um grande número de mortes devido ao novo coronavírus. Levando em conta o pensamento de Marx e de Silvia Federici, o capital é uma relação que estrutura opressões como as de classe, raça e gênero. O fascismo ou nazismo é apenas sua pior face. Se estamos dentro de um sistema de opressões denominado capitalismo, parece que a vida humana não é a meta do sistema, pelo contrário, os lucros é que são o seu alvo. Esta combinação de opressões denominada capital parece exigir uma resposta unida de todos os oprimidos e oprimidas, ainda que construí-la não seja uma tarefa fácil. Embora Bolsonaro tenha 38% de apoio [3], há pelo menos 30 pedidos de impeachment no Congresso e manifestos nacionais e internacionais contra ele. Mas as manifestações mais inspiradoras vieram das ruas, onde torcedores organizados de futebol, em sua maioria negros e pobres, arriscaram suas vidas para defender o resto de democracia que temos. Estes exemplos parecem ser uma saída para construirmos uma luta unida e internacional contra o sistema de opressões denominado capitalismo. [1]Marx, 1867, p.543: “Inicialmente, Wakefield descobriu nas Colônias que a propriedade de dinheiro, meios de subsistência, máquinas e outros meios de produção ainda não caracterizam um homem como capitalista se lhe falta um complemento – o trabalhador assalariado, o outro homem que é obrigado a se vender por sua própria vontade. Ele descobriu que o capital não é uma coisa, mas uma relação social entre pessoas, intermediada por coisas”. [2]Ribeiro, Djamila, 2019, p.94. [3]https://exame.cm/brasil/exame-ideia-aprovacao-de-bolsonaro-segue-em-38/ [3]https://exame.cm/brasil/exame-ideia-aprovacao-de-bolsonaro-segue-em-38/
- PRIMEIRO ENCONTRO - PENSADORAS: FUTUROS DO PRESENTE
Nos dias 6 e 7 de outubro de 2020, acontecerá remotamente e ao vivo por meio do canal no YouTube do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade de Brasília (UnB) o primeiro encontro "Pensadoras: futuros do presente”. O evento receberá as 15 pesquisadoras inscritas no "Prêmio Filósofas" da UnB e da USP. Elas comentarão suas pesquisas, trajetórias, dificuldades e perspectivas dentro da vida acadêmica. Seus trabalhos foram avaliados pelos programas de pós-graduação de suas respectivas universidades e apresentam um interessante panorama da pesquisa filosófica feita por mulheres entre 2017 e 2020. Também participam do evento sete professoras de filosofia de diferentes universidades do País. O evento é fruto de parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Brasília (UnB) a fim de dar destaque à produção acadêmica de excelência de mulheres na pós-graduação, tendo sido organizado pelos professores Cecília Almeida (UnB), Hilan Bensusan (UnB), Raquel Imanishi (UnB) e Tessa Lacerda (USP) e pelos Grupos NÓS/USP e Anarchai/UnB, com apoio do Programa de Pós-graduação em Filosofia da FFLCH - USP e do PPGFIL UnB. O vídeo gravado ficará disponível no mesmo canal do YouTube e os participantes inscritos terão direito a um certificado de participação. PRÊMIO FILÓSOFAS MESTRADO E DOUTORADO – 2020 A Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e a Diretoria da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (Anpof), com apoio da Kotter Editorial, foram as responsáveis pela Edição 2020 do Prêmio Filósofas de Distinção Acadêmica em Mestrado e Doutorado, referente a dissertações e teses defendidas entre 2017 e 2020 e inscritas na premiação até agosto de 2020. O principal objetivo da premiação é lutar contra o preconceito acadêmico, dar visibilidade à obra de filósofas, discutir questões de feminismo e gênero e, principalmente, fazer filosofia. O grupo organizador forma um coletivo de profissionais brasileiros engajados em projetos sobre filosofia e mulheres. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES: Endereço do canal no YouTube do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UnB: https://www.youtube.com/c/PPGFILUnB Endereço para inscrições que garantirão certificados de participação: https://bit.ly/3cfR0BG Endereço para a página do Prêmio Filósofas: https://www.filosofas.org/premio Mais informações com Newton Branda, MTb 20.946, cel.: (11) 99659-1431, e-mail: branda@usp.br PROGRAMAÇÃO COMPLETA: Dia 6 de outubro, terça-feira 10h-12h: Abertura Tema: Prêmio Filósofas: uma ideia, um debate Carolina Araújo, Professora do Programa de Lógica e Metafísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Beatriz Sorrentino Marques, Professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Marília Pisani, Professora do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC (UFABC). Mediação: Tessa Lacerda, Professora do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP). 14h-16h: Mesa 1 Cibele Kunz: doutorado “Arte e utopia em Herbert Marcuse” (USP, 2019). Simone Fernandes: mestrado “A dimensão subjetiva da dominação social: a recepção de Nietzsche na teoria crítica de Horkheimer nas décadas de 1930 e 1940” (USP, 2019). Diana Taschetto: mestrado “Mundo e cordas: ontologia e epistemologia em física fundamental” (USP, 2018). Damares Bastos Pinheiro: mestrado “O domínio de Tamerlão – Os efeitos dos presságios aceleracionistas em Marx” (UnB, 2020). Mediação: Barbara de Barros Fonseca (UnB) e Gabriela Macedo Pereira de Souza (USP). 17h-19h: Mesa 2 Daniela Blanco: mestrado “Rancière, bordas da escrita” (USP, 2019). Letícia Botelho: mestrado “Engajamento e refuncionalização social do teatro: um debate entre Benjamin e Brecht” (USP, 2017). Luana Alves dos Santos: mestrado “Jagunços em situação: os matizes de um diálogo entre Sartre, Rosa e Riobaldo” (USP, 2018). Manuele Porto Cruz: mestrado “Pessoa, comunidade e empatia em Edith Stein” (UnB, 2018). Mediação: Fabrizio Uechi (USP) e Gigliola Mendes (UnB). Dia 7 de outubro, quarta-feira 10h-12h: Mesa 3 Adriana Piza: doutorado “O conceito budista de ‘Anatma’ (ausência de identidade) segundo Je Tsongkhapa” (USP, 2019). Chaianne Faria: mestrado “Lógica e ontologia: as raízes da contingência em Leibniz” (USP, 2019). Paula Furtado Goulart: mestrado “A temporalidade e a simultaneidade na hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer” (UnB, 2019). Vimala Ananda Jay: doutorado “Carl Gustav Jung: filosofias em diálogo” (USP, 2019). Mediação: Carolina Bernardini Antoniazzi (USP) e Lis Macedo de Barros (USP). 14h-16h: Mesa 4 Julia Marchevsky: mestrado “Progresso e ordem na obra de Adam Smith” (USP, 2018). Kelly Ichitani Koide: doutorado “Doença de Chagas: uma biografia” (USP, 2017). Raquel Krempel: doutorado “Um ensaio sobre a linguagem do pensamento” (USP, 2018). Mediação: Damares Bastos Pinheiro (UnB) e Alexandre Cintra de Moraes (USP). 17h-19h: Encerramento Tema: Academia, filosofia e feminismos Ana Miriam Wuensch, Professora do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília (UnB) Cecília Almeida, Professora de Ética e Filosofia Política da Universidade de Brasília (UnB) Tessa Lacerda, Professora do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Mediação: Raquel Imanishi, Professora de Estética na Universidade de Brasília (UnB).
- Novo site do New Narratives no ar!
Confira o novo site do New Narratives no endereço: http://www.newnarrativesinphilosophy.net/
- Notas de repúdio: Departamento de Filosofia da UFRJ e Sociedade Brasileira de Lógica
Em 17 de setembro a Sociedade Brasileira de Lógica divulgou Nota de repúdio a qualquer forma de opressão/discriminação/preconceito por gênero, raça, orientação sexual e minorias em geral. Hoje o Departamento de Filosofia da UFRJ divulga a seguinte nota bilíngue: Note of repudiation We, the undersigned, professors at the Philosophy Department of the Universidade Federal do Rio de Janeiro, hereby express our rejection of the propagation and dissemination of any prejudiced message(s) by members of this university. It is worth remembering that we work in the academic community as representatives of the institution to which we belong, so it is our duty to care for its image, contributing to combat the objectification of the female body and other forms of prejudice rather than foster them. Signed, Adriany Ferreira de Mendonça Antonio Saturnino Braga Carla Francalanci Carla Rodrigues Carolina Araújo Célia Teixeira Daniel Nascimento Ethel Menezes Rocha Fernando Santoro Gabriel Mograbi Guido Imaguire Jean-Pierre Caron Maria Clara Dias Maria das Graças de Moraes Augusto Marina Velasco Mário Carvalho Pedro Costa Rego Rafael Haddock-Lobo Roberto Horácio de Sá Pereira Rodrigo Guerizolli Susana de Castro Amaral Vieira Ulysses Pinheiro William Mattioli Wilson John P. Mendonça Nós que abaixo assinamos, professoras e professores do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vimos por meio desta manifestar nossa recusa à veiculação de qualquer mensagem preconceituosa por parte de integrantes dessa universidade. É oportuno lembrar que atuamos na comunidade acadêmica como representantes da instituição à qual pertencemos, de modo que é nosso dever zelar pela imagem da mesma, contribuindo para combater a objetificação do corpo feminino e demais formas de veiculação de preconceitos ao invés de fomentá-los. Assinado, Adriany Ferreira de Mendonça Antonio Saturnino Braga Carla Francalanci Carla Rodrigues Carolina Araújo Célia Teixeira Daniel Nascimento Ethel Menezes Rocha Fernando Santoro Gabriel Mograbi Guido Imaguire Jean-Pierre Caron Maria Clara Dias Maria das Graças de Moraes Augusto Marina Velasco Mário Carvalho Pedro Costa Rego Rafael Haddock-Lobo Roberto Horácio de Sá Pereira Rodrigo Guerizolli Susana de Castro Amaral Vieira Ulysses Pinheiro William Mattioli Wilson John P. Mendonça As notas manifestam o compromisso dos signatários com os valores nelas expressos e marcam um posicionamento importante sobre a conduta acadêmica. #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasbrasil #filosofasOrg #filosofiaufrj #sociedadebrasileiradelogica
- Estéticas do Aborto
"Diversas manifestações e expressões de resistência a partir de movimentos feministas mais ou menos organizados tem centralizado na descriminalização do aborto uma de suas bandeiras mais fortes. O 'pañuelo' verde (lenço verde) tem alcançado ampla disseminação e, junto da pauta que ele carrega, o símbolo evidencia que as semióticas dos movimentos atravessam os tempos, reunindo momentos históricos distintos, e também são uma maneira possível de pensar contemporaneamente a estética." Não percam o Conversas Feministas da próxima terça-feira (22/09 - 15h), quando Cristina Ribas (uma das líderes do Epistemologias Feministas) nos contará sobre sua pesquisa em processo de manifestações e expressões estéticas que relatam experiências de aborto e demandam sua legalização. Informações e inscrição - epistemologiasfeministas@gmail.com
- Silvia Federici por Silvana Ramos: As Pensadoras agora em nosso canal
Silvana de Souza Ramos apresenta as principais ideias do pensamento de Silvia Federici, tratando de questões sobre formação do capitalismo moderno, exploração das mulheres, patriarcado, sexualidade e usurpação de saberes. Esse vídeo integra a primeira série do projeto As Pensadoras, coordenado por Rita Machado (UEA), que tem por objetivo divulgar a contribuição da obra de mulheres para a história do pensamento e para os feminismos. Veja o programa de curso e a bibliografia em https://www.filosofas.org/post/copy-of-curso-on-line-as-pensadoras-abertas-inscrições-turma-3 SILVANA DE SOUZA RAMOS é Graduada, Mestre, Doutora e Pós-doutora pela Universidade de São Paulo (2013). Atualmente é professora Livre Docente do Departamento de Filosofia da USP. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Ética e Filosofia Política e em Filosofia Francesa Contemporânea. Dirige o Grupo de Estudos de Política e Subjetividades (DF/USP), do qual participam seus orientandos de graduação e de pós-graduação. É editora dos Cadernos Espinosanos (USP) e membro dos seguintes Grupos de Trabalho da Anpof: GT Filosofia Francesa Contemporânea e GT Filosofia e Gênero, do qual é coordenadora. É membro do International Merleau-Ponty Circle. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5970688893696378 #redebrasileirademulheresfilosofas #filosofasOrg #filosofasbrasil #silvanaramos #silviafederici #aspensadoras
- Workshop de Filosofia e Teoria Política UFRJ
17/09 a 05/11: Workshop de Filosofia e Teoria Política do PPGLM-UFRJ Os interessados devem enviar um e-mail para "ppglm.midia@gmail.com" solicitando o link de acesso. Para mais informações acesse: https://ppglm.wordpress.com/2020/09/03/17-09-a-05-11-workshop-de-filosofia-e-teoria-politica-do-ppglm-ufrj/
- AS PENSADORAS E O DIREITO 1a edição
APRESENTAÇÃO DO CURSO* O Direito é um campo estruturado por homens e para homens. Desde o funcionamento das instituições, que mimetizam e reproduzem as desigualdades formais, materiais e simbólicas entre homens e mulheres, que desencadeiam, por exemplo, decisões judiciais masculinistas, até mesmo pelo ensino jurídico brasileiro que contempla, majoritariamente, vozes masculinas como protagonistas do saber jurídico. Ao observar as discussões consideradas paradigmáticas no Direito, assim como seus interlocutores, “grandes” doutrinadores ou figuras emblemáticas, percebe-se que, na verdade, tratam-se de sujeitos masculinos. Às mulheres recai o papel da subalternidade e do outro. Este curso tem como objetivo principal discutir o pensamento de autoras cujas ideias possam trazer luzes interpretativas sobre o Direito e atuação jurídica, a partir de distintos olhares, campos, perspectivas e temas, bem como de uma análise interdisciplinar, questionando, como pano de fundo, a face obscura dos padrões universais de liberdade e igualdade que nunca se aplicaram da mesma forma a homens e mulheres. O universalismo seletivo da construção da modernidade jurídica não foi capaz de desafiar desigualdades estruturais e estruturantes, que se perpetuaram sob o manto da neutralidade quanto ao gênero, legitimando historicamente uma predisposição masculina, com desvantagens sistemáticas às mulheres. A primeira edição do curso propõe estabelecer diálogos interdisciplinares a partir do pensamento de Wendy Brown, Judith Butler, Catharine MacKinnon, Heleieth Saffioti, Lélia Gonzalez, Lygia Fagundes e Clarice Lispector. Coordenadora: Loiane Prado Verbicaro - Professora da Faculdade de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Pará (UFPA) . Coordenadora Assistente: Anna Laura Maneschy Fadel - Aluna do Programa de Doutorado em Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA). Dias Primeira Turma: 1, 08, 15, 22, 29 de outubro e 5 de novembro (às quintas-feiras). Horário: 18:00h às 21:00 h. Dias Segunda Turma: 6, 13, 20, 27 de outubro e 3, 10 de novembro (às terças-feiras). Horário: 8:30h às 11:30 h. CERTIFICADO: 20h, pela Escola AS Pensadoras. Plataforma: Google Meets Corpo Docente Profa. Dra. Loiane Prado Verbicaro (UFPA) Profa. Dra. Juliana Diniz (UFC) Profa. Msc. Anna Laura Maneschy Fadel (CESUPA e UFPA) Profa. Msc. Yasmin Galende (Faculdade Estácio) Profa. Dra. Sandra Sueli Guimarães (FaciWyden) Profa. Dra. Fayga Silveira Bedê (Centro Universitário Christus) INSCRIÇÃO pelo formulário: https://forms.gle/9C587Ro4CJ8H1obB9 Informações pelo e-mail: aspensadoraseodireito@gmail.com Observação: A aula inaugural do dia 01/10 (turma 1) será transmitida pelo Youtube. Disponível no Canal As Pensadoras, corre lá e te inscreve! https://www.youtube.com/channel/UCjW9q4BnKjOXxhIrc4zMs4A?view_as=subscriber PROGRAMAÇÃO/CRONOGRAMA ENCONTROS 1º Encontro - 01/10/2020 - 18:00h às 21:00h (Primeira Turma) e 06/10/2020 - 8:30h às 11:30h (Segunda Turma) Ministrante: Loiane Prado Verbicaro Tema: Cidadania sacrificial, repúdio ao social e neoliberalismo no pensamento de Wendy Brown Objetivo: A aula tem por objetivo analisar a governança neoliberal, marcada pelo desmonte da solidariedade social, financeirização e corrosão da democracia, e seu impacto sobre poder social e a legitimidade da ação coletiva, permitindo que a concepção de cidadania ativa, e sua força social e engajamento público, converta-se em uma cidadania sacrificial. Referências: BROWN, Wendy. Cidadania Sacrificial. Neoliberalismo, capital humano e políticas de austeridade. Rio de Janeiro: Zazie, 2018. BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no ocidente. São Paulo: Editora Filosófica Politéia, 2019. 2º Encontro - 08/10/2020 - 18:00h às 21:00h (Primeira Turma) e 13/10/2020 - 8:30h às 11:30h (Segunda Turma) Ministrante: Juliana Diniz Tema: Judith Butler - Teoria Queer, Subjetividades e Estado Objetivo: Pensar, junto com Judith Butler e a teoria queer, como o Estado participa ativamente nos processos de constituição das subjetividades e de significação do corpo ao estabelecer padrões de normalidade definidos como legítimos perante o Direito. Referências: BUTLER, Judith. Atos performáticos e formação dos gêneros: um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.). Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019. p. 213-234. BUTLER, Judith. Corpos que importam. São Paulo: n-1, 2019. BUTLER, Judith. Problemas de Gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015. LAURETIS, Teresa de. Teoria queer, 20 anos depois: identidade, sexualidade e política. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.). Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019. p. 397-410. 3º Encontro - 15/10/2020 – 18:00h às 21:00h (Primeira Turma) e 20/10/2020 - 8:30h às 11:30h (Segunda Turma) Ministrante: Anna Laura Maneschy Fadel Tema: O heteropatriarcado branco e a(s) violência(s) de gênero: pornografia, assédio, estupro em Catharine MacKinnon. Objetivo: A aula tem como objetivo principal discutir sobre as regulamentações penais em matéria de pornografia, estupro e assédio, tendo como eixo teórico principal a obra da autora estadunidense Catharine MacKinnon. Na aula, serão apresentadas contextualizações e propostas a partir da realidade brasileira, além de demais estudiosas que dialogam sobre a temática. Referências: BROWNMILLER, Susan. Against Our Will: Men, Women, and Rape. Nova York: Ballentine Books, 1993. DWORKIN, Andrea; MACKINNON, Catharine. In Harm’s Way: The Pornography Civil Rights Hearings. Cambridge: Harvard University Press, 1997. MACKINNON, Catharine. Only words. Cambridge: Harvard University Press, 1993. MACKINNON, Catharine. Toward a Feminist Theory of the State. Cambridge: Harvard University Press, 1991. 4º Encontro - 22/10/2020 - 18:00h - 21:00h (Primeira Turma) e 27/10/2020 - 8:30h às 11:30h (Segunda Turma) Ministrante: Yasmin Galende Tema: Mulheres, trabalhadoras e a relação de dominação-exploração em Heleieth Saffioti. Objetivo: A aula tem como objetivo analisar as relações de trabalho que envolvem a mulher, a partir de três sistemas de dominação-exploração: o patriarcado, o racismo e o capitalismo. O principal referencial teórico utilizado é a obra da pesquisadora brasileira Heleieth Saffioti, dialogando com outras autoras que abordam a temática. Na aula, será dado enfoque à realidade brasileira de exploração da mão de obra das mulheres, analisando a legislação trabalhista vigente e realizando uma abordagem dos movimentos neoliberais de precarização do trabalho. Referências: DAVIS, Angela. A liberdade é uma luta constante. São Paulo: Boitempo, 2018. FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. Tradução: Coletivo Sycorax, São Paulo: Elefante, 2019. SAFFIOTI, Heleieth. O poder do macho. São Paulo: Editora Moderna, 1987. SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. Petrópolis: Vozes, 1976. SAFFIOTI, Heleieth. Emprego doméstico e capitalismo (Tomos 1 e 2). Petrópolis: Vozes, 1979. 5º Encontro - 29/10/2020 - 18:00h - 21:00h (Primeira Turma) e 03/11/2020 - 8:30h às 11:30h (Segunda Turma) Ministrante: Sandra Suely Guimarães Tema: O não lugar do negro no Direito: o racismo por denegação à luz do pensamento de Lélia Gonzalez. Objetivo: A aula tem por objetivo refletir como o pensamento de Lélia Gonzalez nos possibilita compreender a ausência da pessoa negra no campo jurídico, no qual o pertencimento racial é declaradamente branco, considerando o racismo por denegação. A aula adotará uma perspectiva de gênero e abordará a discussão da autora sobre a construção do papel da mulher negra na sociedade brasileira e sua ausência nesse campo de disputa que é o Direito. Referências: GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de Amefricanidade. Rio de Janeiro: Tempos Brasileiros, 1988. GONZALEZ, Lélia; HASENBALG, Carlos. Lugar de negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982. GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Ciências Sociais Hoje, São Paulo, v. 2, 1983. GONZALEZ, Lélia. Primavera para as rosas negras. São Paulo: UCPA, 2018. 6º Encontro - 05/11/2020 - 18:00h - 21:00h (Primeira Turma) e 10/11/2020 - 8:30h às 11:30h (Segunda Turma) Ministrante: Fayga Silveira Bedê Tema: O poder da palavra em Lygia Fagundes e Clarice Lispector: lições de escrita para mulheres do Direito. Objetivo: As mulheres que atuam no universo jurídico devem se pensar como narradoras: seja emprestando a sua voz a quem não tem, seja se afirmando como autoras da sua própria história. A estilística da existência como obra de arte pressupõe a constituição de uma autoria, cujo processo de subjetivação passa pelo engajamento na arte de narrar. O objetivo desse encontro é apreender a potência da palavra em Lygia Fagundes e Clarice Lispector, por meio de exercícios de close reading - técnica de leitura em zoom que permite ver o texto pelo lado de dentro. Referências: LISPECTOR, Clarice. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016. LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. PROSE, Francine. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. TELLES, Lygia Fagundes. Os contos. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2018. ______________________ QUEM SOMOS Loiane Prado Verbicaro: Professora da Faculdade de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Líder do Grupo de Pesquisa (CNPq): Filosofia Prática: Investigações em Política, Ética e Direito. Doutora em Filosofia do Direito pela Universidade de Salamanca. Mestra em Direitos Fundamentais e Relações Sociais e Mestra em Ciência Política pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Link para o Lattes: http://lattes.cnpq.br/4100200759767576. Juliana Diniz: Professora Adjunta da Faculdade de Direito e do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Direito (Direito e Desenvolvimento) pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutora em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP). Link para o Lattes: http://lattes.cnpq.br/8370117370517235. Anna Laura Maneschy Fadel: Professora do curso de Direito do Centro Universitário do Pará (CESUPA). Membro do grupo de pesquisa (CNPq): Filosofia prática, Investigação em Política, Ética e Direito (FilPED) e Teorias Normativas do Direito (TND). Mestre em Direito, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional, com ênfase em Direitos Humanos, pelo Centro Universitário do Pará (CESUPA). Doutoranda em Teoria e Filosofia do Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Link para o Lattes http://lattes.cnpq.br/6679138259126229. Yasmin Galende: Professora do curso de Direito da Faculdade Estácio de Castanhal. Membro do grupo de pesquisa (CNPq): Filosofia prática, Investigação em Política, Ética e Direito (FilPED). Mestra em Direito, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional, com ênfase em Direitos Humanos, pelo Centro Universitário do Pará (CESUPA). Advogada. Link para o Lattes: http://lattes.cnpq.br/0662676051152056. Sandra Suely Guimarães: Professora do curso de Direito da FaciWyden. Membro do grupo de pesquisa (CNPq): Filosofia prática, Investigação em Política, Ética e Direito (FilPED). Mestre em Sociologia Geral e Doutora em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Link para o Lattes: http://lattes.cnpq.br/5446022928713407. Fayga Silveira Bedê: Professora do curso de Direito e do Programa de Pós-Graduação em Direito do Centro Universitário Christus. Editora-Chefe da Revista Opinião Jurídica (QUALIS A2). Mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Link para o Lattes: http://lattes.cnpq.br/1585343653527993. MEDIADORAS Adriana Sá - Membro do grupo de pesquisa (CNPq): Filosofia prática, Investigação em Política, Ética e Direito (FilPED). Mestranda UFPA. Ana Victória Machado - Membro do grupo de pesquisa (CNPq): Filosofia prática, Investigação em Política, Ética e Direito (FilPED). Advogada. Paloma Sá - Membro do grupo de pesquisa (CNPq): Filosofia prática, Investigação em Política, Ética e Direito (FilPED). Mestranda UFPA. *Essa ementa é de propriedade d'a Escola As Pensadoras e de responsabilidade do corpo docente do curso. Paloma **











